Infracções e acidentes rodoviários continuam a subir no primeiro trimestre do ano  

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FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS ARQUIVO

O Corpo de Polícia de Segurança Pública detectou em Macau mais de 185 mil contraordenações rodoviárias nos primeiros três meses deste ano, enquanto o número de acidentes de viação subiu para mais de três mil casos neste período. Os dados estatísticos referentes ao trânsito, revelados pelas autoridades, mostram um aumento global das infracções praticadas pelos condutores, incluindo estacionamentos ilegais, desobediência dos sinais de trânsito e excesso de velocidade, com as multas a ascenderem 42,2 milhões de patacas até Março.

 

As infracções rodoviárias e acidentes de viação registados em Macau marcam uma tendência de aumento com o regresso à normalidade das actividades sociais depois da extinção das restrições epidémicas. As autoridades locais processaram 185.374 casos de infracções relativas à Lei do Trânsito Rodoviário e ao Regulamento do Código da Estrada no primeiro trimestre deste ano, equivalente a uma subida de 9,8% em relação ao período homólogo do ano passado.

Os casos de contraordenações levaram ainda ao crescimento do valor de multas sancionadas de 7,65% em termos anuais, cifrando-se em 42,2 milhões de patacas nos últimos três meses.

Analisando os dados estatísticos do trânsito divulgados pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) referentes ao primeiro trimestre, o número de infracções rodoviárias continua a subir por três anos consecutivos após ter atingido em 2020 o nível mais baixo dos últimos anos, tendo registado no referido ano 123 mil casos devido à redução de actividades sociais derivadas dos impactos da pandemia. Foram 156 mil casos em 2021 e 168 mil em 2022. As infracções voltaram a ser mais frequentes no território, mas ainda não chegaram ao nível recorde de 207 mil casos em 2018, que resultaram em mais de 60 milhões de patacas em multas.

As estatísticas oficiais do trânsito indicam ainda que os estacionamentos ilegais continuam a ser a principal categoria de infracção rodoviária no território, com 172.254 casos detectados entre Janeiro e Março deste ano. Entre estes, mais de 124 mil casos referem-se a estacionamentos ilegais em vias públicas e 48 mil são de estacionamentos ilegais em lugares com parquímetros, ou seja, falta de pagamento de tarifas.

Em comparação com os 156 mil casos registados no mesmo período de 2022, verifica-se um acréscimo de 9,82% na frequência de estacionamentos ilegais nesse trimestre, bem como uma diferença positiva de 21% face ao ano anterior, de 142 mil casos.

Registaram-se ainda 3.802 bloqueamentos de veículos em lugares de estacionamento tarifados (+10,39%), 2.371 infracções sobre a desobediência dos sinais de trânsito (+28,44%), 3.322 casos de excesso de velocidade em vias públicas (+39,7%) e 1.247 casos de ultrapassagem do sinal vermelho (+7,78%).

A situação em que os peões atravessam as vias sem cumprirem as regras de trânsito também se agravou e subiu de 282 casos, do primeiro trimestre do ano passado, para 412 casos este ano, o que corresponde a um aumento de 46,1% em termos anuais, quase metade do número total de 2022 (914 casos).

Por outro lado, nos primeiros três meses do ano corrente, foram registados 3.113 acidentes de viação, representando um crescimento ligeiro de 4,22% em relação à mesma época do ano passado, sendo ao mesmo tempo o pico de ocorrência verificado desde a pandemia. Os acidentes fatais totalizaram três casos até Março, que tiraram a vida de três pessoas. Já o número de feridos em acidentes de viação também aumentou 1,5% para 1.016 pessoas, sendo que 33 delas tiveram necessidade de internamento hospitalar devido à gravidade de ferimentos.

A recuperação de actividades de turismo traz também o regresso de ocorrência de irregularidades praticadas pelos taxistas em Macau. Os dados do CPSP revelaram um acréscimo das mesmas de 56,25% no primeiro trimestre do ano, ao comparar com a época idêntica do ano passado. Entre os 75 casos de irregularidades, três foram de cobrança abusiva, 26 de recusa de transporte e 46 casos de outras irregularidades. Já o número de recusa de transporte de passageiros já ultrapassou o total do ano passado.