Os livros e a sua capacidade de mudar vidas

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    FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS ARQUIVO

    “A Luz dos Livros: Pode um livro mudar as nossas vidas?” é o nome da iniciativa que acontece hoje, pelas 18h30, na Fundação Rui Cunha, no âmbito do Dia Mundial do Livro. Na ocasião, Ana Paula Dias, Filipe Saavedra, Lawrence Lei, Pedro D’Alte, Shee Va e Sara Augusto vão partilhar quais os livros que foram mais determinantes nas suas vidas, seguindo-se uma troca de livros.

    A Fundação Rui Cunha organiza hoje, pelas 18h30, a iniciativa “A Luz dos Livros: Pode um livro mudar as nossas vidas?”, no âmbito do Dia Mundial do Livro, que se comemorou ontem. O evento vem na sequência de um desafio lançado pelo Instituto Cultural para assinalar o dia, propondo a várias instituições da região que organizassem eventos que promovessem e estimulassem a leitura.

    No evento de hoje, Ana Paula Dias, Filipe Saavedra, Lawrence Lei, Pedro D’Alte, Shee Va e Sara Augusto vão partilhar quais os livros mais determinantes das suas vidas. A ideia é que cada um dos participantes eleja um ou mais livros que o tenha marcado. “Não é uma coisa académica, mas é mais do ponto de vista afectivo, para cativar as pessoas para a leitura”, explicou ao PONTO FINAL Ana Paula Dias, acrescentando que, no final, será feita uma troca de livros.

    Além de apresentar um livro, Ana Paula Dias vai também falar sobre clubes de leitura, nomeadamente como organizá-los. “É uma tradição muito anglo-saxónica em que as pessoas se reúnem e partilham leituras. É uma coisa bastante interessante e enriquecedora”, comentou, lamentando não conhecer nenhum clube de leitura em Macau.

    Este evento é organizado também pela Associação dos Amigos do Livro em Macau e a Associação Luz da Asia. “A Luz dos Livros: Pode um livro mudar as nossas vidas?” tem entrada livre e realiza-se em língua portuguesa, inglesa e chinesa.

    Em comunicado, a Fundação Rui Cunha indicou: “Deseja-se que a participação activa do público presente levante o manto diáfano que cobre as azáfamas quotidianas, deixando emergir a luz que emana dos livros, criando, desta forma, um tempo de leitura e de prazer”. “Os livros constituem pontes de comunicação. Nesse sentido, apelamos a todos os participantes que tragam, igualmente, um livro, para que dessa forma possamos trocar os múltiplos momentos de deleite que a sua leitura proporcionou”, acrescenta a nota de divulgação do evento.

    Em 1995, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) instituiu em 23 de Abril o “Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor”, a fim de estimular a reflexão sobre a leitura, a indústria de livros e a propriedade intelectual. A data foi escolhida porque neste dia do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega. Para além disto, nesta data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.