DSEDJ procura soluções viáveis para escolas desenvolverem educação de inteligência artificial

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RODRIGO DE MATOS

A entidade pública garante que tudo tem feito para promover “a educação da literacia da informação, a educação para a cibersegurança e o bom uso das informações da rede para cultivar nos alunos o pensamento crítico”. A DSEDJ mantém ainda o compromisso de ensinar os alunos a avaliar as vantagens e as desvantagens do uso das tecnologias da informação e comunicação e a conhecerem as questões morais envolvidas na era digital, utilizando a tecnologia de inteligência artificial para servir, de forma correcta e eficaz, os trabalhos educativos das escolas.

 

Nos dias que correm, e depois do aparecimento da plataforma “chatbot”, a inteligência artificial está cada vez mais na moda, mas ao mesmo tempo surgem as preocupações, predominantemente ligadas à a educação e moral para a cibersegurança. A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), em resposta a uma interpelação escrita do deputado da Assembleia Legislativa (AL) Leong Sun Iok que pediu um ponto de situação de utilização do programa “chatbot” e da inteligência artificial em Macau, garantiu que tudo tem feito para promover “a educação da literacia da informação, a educação para a cibersegurança e o bom uso das informações da rede para cultivar nos alunos o pensamento crítico”.

Leong Sun Iok mostra-se preocupado com o facto de que “algumas escolas e instituições entendem que este programa pode originar problemas de fraude académica e plágio, e que, por alguns defeitos técnicos, pode facilmente gerar mensagens erradas que poderão ter alguma influência, especialmente entre os jovens”. A DSEDJ, através da subdirectora Iun Pui Iun, reiterou que “o Governo da RAEM atribui grande importância à formação da literacia de informação dos alunos e à aquisição da capacidade de adaptação às mudanças sociais provocadas pelo progresso tecnológico”. “Através das disciplinas dos currículos regulares, nomeadamente, Educação Moral e Cívica e Tecnologias de Informação e Comunicação, pretende-se cultivar nos alunos as atitudes e os valores correctos para a utilização das tecnologias de informação e comunicação na aprendizagem e as normas e a formação moral de conduta na Internet”, considerou a responsável.

Recentemente, a DSEDJ lançou materiais didácticos e orientações curriculares, de modo a apoiar as escolas no desenvolvimento dos trabalhos pedagógicos concretos, proporcionando-lhes, “orientações para ajudar os alunos a aproveitarem o uso da Internet”.

A subdirectora da DSEDJ referiu ainda, na mesma resposta ao parlamentar da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), que, em resposta ao desenvolvimento da educação de inteligência artificial, o Governo “procura, de forma activa, soluções viáveis para as escolas desenvolverem a educação de inteligência artificial e as respectivas aplicações pedagógicas”. “Nos últimos anos, a DSEDJ tem organizado acções de formação para o pessoal docente sobre diversos temas, tais como a educação da literacia da informação, a educação para a cibersegurança e o bom uso das informações da rede para cultivar nos alunos o pensamento crítico, para que conheça, plenamente, o impacto e os problemas provocados pelas tecnologias de inteligência artificial na sociedade e que domine as respectivas estratégias de resposta, a fim de elevar a sua capacidade de orientar os alunos para julgarem e usarem, correctamente, as informações da rede e, desse modo, ensiná-los a avaliar as vantagens e as desvantagens do uso das tecnologias da informação e comunicação e a conhecerem as questões morais envolvidas na era digital, utilizando a tecnologia de inteligência artificial para servir, de forma correcta e eficaz, os trabalhos educativos das escolas”, enfatizou.

Ao mesmo tempo, acrescentou Iun Pui Iun, tem sido promovido “o desenvolvimento do ensino das tecnologias de informação e comunicação”. “A DSEDJ promove também o desenvolvimento ordenado da avaliação dos alunos e a investigação pedagógica realizada pelos docentes, entre outras áreas. É promovida a implementação da avaliação diversificada nas escolas, incentivando os docentes a aplicarem métodos diversificados no ensino e na avaliação, a prestarem atenção ao processo de aprendizagem dos alunos, a cuidarem das diferenças no progresso das aprendizagens, a reforçarem as orientações do estudo e a promoverem o sucesso dos alunos”, concluiu, lembrando que está disponível o programa de desenvolvimento e aperfeiçoamento contínuo que “cria condições favoráveis à aprendizagem contínua e incentiva os cidadãos a participarem em cursos locais e do exterior, relacionados, por exemplo, com as ciências da informática”.