Os Serviços de Saúde dizem que, devido à frequente circulação de pessoas entre as diversas regiões, o risco de ocorrência de casos importados de febre de dengue em Macau ou de propagação local por via de casos importados é “muito elevado”.
Em comunicado, as autoridades assinalam que, em Maio, o índice de propagação de mosquitos (ovitrap) em Macau foi de 52,1%, o que demonstra que a actividade dos mosquitos Aedes albopictus está activa. Para além disso, nas regiões vizinhas, como a cidade de Zhongshan, já foram registados casos locais de febre de dengue, no corrente ano.
Os Serviços de Saúde salientam que “para a prevenção e tratamento de mosquitos é necessário tomar medidas de tratamento integradas, das quais, a eliminação das fontes de proliferação de mosquitos é a mais eficaz”. Para o efeito, os Serviços de Saúde dizem ter reforçado a inspecção e limpeza das fontes de proliferação de mosquitos nos locais de alto risco na comunidade, incluindo os terrenos devolutos, tendo efectuado 6.289 inspecções até Maio.
Segundo as autoridades, foi reforçada também a eliminação química de mosquitos em cerca de 140 pontos negros de higiene em Macau, aumentando a frequência de eliminação de mosquitos de uma para duas vezes por mês. “Os Serviços de Saúde vão continuar a avaliar o risco de transmissão da febre de dengue, ajustando a frequência de eliminação de mosquitos de acordo com a situação”, lê-se na nota de imprensa das autoridades, que acrescenta que, ao mesmo tempo, “vão prestar bastante atenção à situação epidemiológica da febre de dengue nas regiões vizinhas e no Sudeste Asiático e efectuar os diversos trabalhos preparatórios, com vista a proteger a saúde da população”.











