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      Pandemia não terminou e haverá novos pequenos surtos, alerta Alvis Lo

      O abrandamento da situação epidémica não significa que a Covid-19 tenha terminado em Macau, defendeu o director dos Serviços de Saúde. Alvis Lo revelou ontem que a percentagem de infecção é de 0,5% entre os pacientes que recorrem ao médico, prevendo que existam pequenos surtos periódicos no futuro, com a diminuição gradual de imunidade contra a Covid-19 entre a população. Assim, o médico apontou que não há pressa em revogar os actuais programas de fornecimento de máscaras e de testes rápidos, e apelou para a administração da vacina de reforço.

      Os Serviços de Saúde (SSM) assumem que, apesar do alívio da situação da pandemia, Macau irá ainda registar novos picos da infecção de Covid-19 periódicos e ocasionais no futuro, prevendo, no entanto, que a escala não seja visivelmente significativa em relação ao surto anterior que atingiu a comunidade no final do ano passado.

      Alvis Lo, director do organismo, explicou que a previsão é baseada no facto de que a imunidade contra a Covid-19 dos cidadãos irá diminuir gradualmente ao fim de três a seis meses depois de estarem naturalmente infectados e recuperados, e a protecção antiepidémica dos residentes será menor em relação ao eventual surgimento de novas variantes do vírus.

      Apesar de dizer que é previsível que ocorram surtos nos próximos tempos, o responsável não indicou claramente um período temporal expectável para o aumento de casos infectados, se seria algo recente ou no segundo semestre do ano. Salientou, entretanto, que a ocorrência e a altura de eventuais surtos dependem de diversos factores como, por exemplo, a inoculação das vacinas de reforço por parte da população, bem como a tomada das medidas sanitárias de protecção pessoal.

      É óbvio que a envergadura não vai ser grande porque a maioria de nós tem agora imunidade e muitos estão vacinados com três ou quatro doses de vacina”, apontou o responsável, à margem de uma reunião de ontem na Assembleia Legislativa.

      Alvis Lo advertiu, no entanto, que “temos de reconhecer claramente que a pandemia não acabou e vai permanecer. No futuro, os cidadãos devem ainda tomar certas medidas sanitárias, incluindo armazenar certos materiais antiepidémicos”.

      Nesse sentido, o médico revelou que o Governo continua a observar a situação da pandemia através de um mecanismo de monitoramento e alerta, estando “a trabalhar bastante nos departamentos internos”. O médico garantiu que o risco de infecção actual é muito baixo, o que não causou problemas para a comunidade. “Com a passagem de tempo, de alguns meses, ainda existem riscos e a sociedade deve ter precauções”, alertou ainda.

      A percentagem de infecção da Covid-19 situa-se actualmente em 0,5%, ou seja, uma em cada 200 amostras recolhidas pelas autoridades verifica a infecção, enquanto a plataforma online de declaração de infecção por iniciativa dos residentes regista recentemente quase zero casos, segundo Alvis Lo.

      Os SSM vão analisar os dados do mecanismo de monitoramento, nomeadamente o número de pacientes que recorrem ao médico. Segundo os dados revelados, foram registados recentemente 600 a 700 atendimentos por dia no Serviço de Urgência, sendo que o mecanismo vai guardar os registos de sintomas dos doentes, inclusive aqueles semelhantes à gripe. Os pacientes que apresentam sintomas de febre, dores musculares e dores de garganta, vão ser convidados a realizar testes de vírus, com vista a saber se estiverem infectados pelo vírus da gripe, adenovírus ou Covid-19.

      Estamos sempre a observar o eventual aumento da procura de atendimentos médicos. Por exemplo, a pediatria recebe normalmente 100 pacientes por dia, foram quase 200 casos recentemente e apurámos que é por causa da gripe e do norovírus”, adiantou.

      Por outro lado, Alvis Lo frisou que cerca de 57% dos residentes estão vacinados com três doses da vacina e a proporção da administração da quarta dose é relativamente baixa, menos de 20% da população, pelo que os cidadãos devem avançar com a vacinação de acordo com o plano da inoculação recomendado.

      Apesar do regresso à normalidade e de a população registar uma procura reduzida de materiais antiepidémicos, as autoridades vão continuar a lançar programas de fornecimento de máscaras e testes rápidos de antigénio. “Consideramos que não há pressa para cancelar os programas porque ainda existem residentes a comprar máscaras do Governo, se calhar pela confiança do Governo na qualidade dos produtos”, afirmou Alvis Lo, destacando que o Executivo garante sempre o fornecimento e stock suficientes desses produtos.

      Medicamentos chineses fora da lei de controlo do consumo de bebidas alcoólicas por menores

      A proposta de lei de prevenção e controlo do consumo de bebidas alcoólicas por menores voltou a ser apreciada na 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, com uma nova versão do diploma apresentada pelo Governo. Os medicamentos chineses com teor alcoólico serão excluídos do escopo do regulamento pelo presente regime. De acordo com a presidente da Comissão, Ella Lei, o Executivo aceitou a opinião da Comissão para adoptar essa exclusão dos produtos de medicina chinesa registados legalmente em Macau, de forma a evitar afectar as necessidades normais de tratamento médico. O Governo estipula ainda que a publicidade a bebidas alcoólicas, que contenham um título alcoométrico superior a 1,2% vol, deve apresentar advertências nas línguas chinesa, portuguesa e inglesa. A assinatura do parecer do diploma está prevista para a próxima reunião.