CEO da Air Macau torna-se CEO da Air China

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O veterano Wang Ming Yuan, que está na companhia de bandeira do território desde 2007 e liderou as movimentações de injecção de capital em 2009 e 2010, vai agora ocupar, para além da segunda posição dentro da companhia enquanto CEO, os cargos de director-executivo e de vice-presidente, que já exercia. Aparentemente, o executivo acumula ainda a posição na transportadora da RAEM, conforme se prova na página do Governo de Macau dedicada à Companhia de Transportes Aéreos Air Macau.

A Air China acaba de nomear o veterano executivo Wang Ming Yuan como o seu novo CEO, director-executivo e vice-presidente, cargo que já exercia. A mudança, anunciada na passada segunda-feira, dia 13 de Março, surge depois de o ex-presidente Ma Chongxian ter deixado o cargo para se tornar exclusivamente o presidente da companhia em Setembro de 2022. A nomeação entrou em vigor imediatamente, referiu a transportadora estatal em nota de imprensa.

Wang Ming Yuan ingressou no sector de aviação ainda no século passado, corria o ano de 1988, depois de se formar na Universidade de Xiamen, cidade portuária na costa sudeste da China, situada na província de Fujian.

Desde então, ocupou cargos em várias unidades da Air China, incluindo a Shandong Airlines desde 2006, a Air Macau desde 2007, bem como a Tibet Airlines desde 2020.

No ano de entrada de Wang na Air Macau, em 2007, a companhia era detida em 51% pela China National Aviation Corporation – que integra a Air China –, sendo que 20% ainda eram detidos pelo Governo português através da companhia Serviços, Administração e Participações detida pela TAP Air Portugal com 75% e do Banco Nacional Ultramarino (BNU) com 25%. Os restantes accionistas eram, na altura, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) com 14%, o Governo de Macau com 5%, a companhia aérea de Taiwan Eva Air com 5% e ainda os restantes 5% distribuídos por diversos pequenos accionistas privados.

Entre 2009 e 2010, ao mesmo tempo que a companhia se debatia com diversos problemas ao nível da manutenção dos seus aviões e outros incidentes com as aeronaves – inclusive um envolvendo o antigo Chefe do Executivo da RAEM Fernando Chui Sai On –, a companhia de bandeira do território acumulou prejuízos de mais de 600 milhões de patacas, que vinham desde 2005. Nesse período, a companhia procedeu primeiro a uma redução do seu capital social para um milhão de patacas, com o objectivo de absorver os prejuízos, e depois efectuou uma reposição da quota de cada accionista até aos 200 milhões de patacas, ficando os restantes 200 milhões de patacas na posse do Governo da RAEM. No entanto, diversos accionistas – incluindo o Estado português –, não concordaram com a injecção de capital da transportadora e viram as suas participações reduzirem drasticamente.

Com as alterações, a presença de capital português passou a ser apenas de 0,1%, passando a China National Aviation Corporation a deter 80,86%. Em 2010, por isso, a Serviços, Administração e Participações vendeu a sua participação de 0,1% a Pequim, passando a China National Aviation Corporation a deter 80,87% das acções da Air Macau. Wang Ming Yuan foi espectador privilegiado de todas estas movimentações.

Já na esfera da Air China, o executivo ocupou o cargo de vice-presidente desde 2011 e foi presidente da unidade de desenvolvimento da companhia aérea em Hong Kong.

O predecessor de Wang, Ma, foi nomeado presidente da companhia aérea no final de Setembro de 2022, substituindo Song Zhiyong, que ingressou na Administração de Aviação Civil da China.

A remodelação da liderança ocorre num momento-chave para o sector de aviação chinês, que está a aumentar a sua capacidade depois de a República Popular da China ter terminado com a grande maioria das restrições pandémicas provocadas pela Covid-19.