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      InícioSociedadeCroupier apanhado a desviar fichas causou prejuízo de 161 mil dólares

      Croupier apanhado a desviar fichas causou prejuízo de 161 mil dólares

      Aproveitando o exercício da sua função num casino no COTAI, um croupier furtou fichas da mesa de apostas onde trabalhava por 18 vezes durante um mês, causando um prejuízo de 161 mil dólares de Hong Kong. O suspeito, que foi detido após a última vez que praticou o acto, admitiu à PJ que desviava uma ficha de cada vez e entregava à mulher para trocar em dinheiro. Noutro caso revelado pelas autoridades, um homem foi detido por ter tornado público o nome e o número de telefone de uma residente, que recebeu mais tarde chamadas desconhecidas que a perturbaram.

       

      A Polícia Judiciária (PJ) deteve um casal por suspeitas de ter cometido o crime de peculato. Segundo as autoridades, o homem, que trabalha como croupier, desviava as fichas durante o exercício de funções e entregava posteriormente à sua mulher que as trocava por dinheiro na tesouraria do casino.

      De acordo com o porta-voz da PJ, o homem é um residente de 45 anos que trabalha num casino no COTAI durante oito anos, enquanto a mulher, de 51 anos, também residente, é vendedora numa loja de electrónica. O caso foi detectado pelo departamento de monitorização do respectivo casino no final do mês passado.

      A investigação do casino mostrou que o indivíduo tinha já cometido o crime por 17 vezes entre o dia 13 de Dezembro de 2021 e o dia 17 de Janeiro deste ano, apropriando-se de uma ficha de cada vez, levantando da mesa do jogo ou da caixa da mesa na qual trabalhava. As fichas que furtou tinham um valor facial entre mil e 10 mil dólares de Hong Kong.

      O sistema de videovigilância do casino mostrou ainda que o suspeito, após ter conseguido desviar a ficha, deslocava-se para fora da área do casino e entregava-a à mulher, que a trocava posteriormente por dinheiro na tesouraria do casino. Do incidente, o casino declarou à PJ um total prejuízo de 161 mil dólares de Hong Kong.

      Após uma investigação policial, as autoridades realizaram uma operação no passado domingo, altura em que o indivíduo voltou a trabalhar após o período de férias. A PJ deteve o homem logo após mais um desvio de uma ficha de jogo. No local, o detido foi visto a esconder uma ficha com valor facial de 10 mil dólares de Hong Kong, colada com fita-cola na palma da mão esquerda.

      Na busca ao seu cacifo foram encontrados alguns equipamentos para a prática de crime, incluindo dois rolos de fita-cola e uma tesoura. A mulher do suspeito foi interceptada posteriormente no domicílio na freguesia do Santo António.

      Durante o interrogatório policial, o residente admitiu ter cometido crime devido a dificuldades financeiras. No entanto, a mulher negou ter conhecimento do incidente, indicando que não lhe foi dita a origem das fichas e que apenas ajudava o marido a trocá-las. O caso já foi encaminhado para o Ministério Público.

      Noutro caso revelado pelas autoridades, uma clínica dentária no NAPE foi alvo de um caso de furto e foi detido uma ex-recepcionista residente de 40 anos por suspeita de ter roubado 70 mil patacas do fundo de operação do local de trabalho.

      Após uma denúncia feita pela proprietária da clínica, as autoridades levaram a mulher à esquadra para investigação, tendo a suspeita admitido à PJ que tinha furtado o dinheiro por três vezes e usado o montante para liquidar dívidas resultantes do seu negócio comercial anterior.

      A PJ revelou que a residente apenas trabalhou na clínica durante três meses, e, depois do furto, demitiu-se no final de Janeiro.

       

      Chamadas não identificadas

       

      O Corpo de Polícia de Segurança Pública informou que deteve um homem de 30 anos, oriundo do interior da China, por suspeitas da prática de crimes de devassa da vida privada e injúria contra uma residente de 20 anos.

      A vítima queixou-se às autoridades no início do mês de que tinha recebido três chamadas de números não identificados que visavam perturbá-la, e posteriormente chegou a saber, através de um amigo, que um indivíduo revelou o seu nome e o número de telefone num vídeo online.

      Segundo o relato, o vídeo em questão foi transmitido através de uma aplicação de telemóvel e podia ser acedido pelo público em geral, no qual o suspeito pedia à audiência que ligassem à lesada. A residente recebeu ainda mais dois telefonemas desconhecidos no dia seguinte.

      Após uma investigação, o CPSP identificou o suspeito e interceptou-o no sábado nas Portas do Cerco, quando entrou na RAEM. O detido admitiu que tinha um conflito com a vítima anteriormente, e decidiu vingar-se através do vídeo por um impulso da raiva.

       

      PONTO FINAL