Edição do dia

Quinta-feira, 23 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
26.4 ° C
28.2 °
25.9 °
94 %
3.6kmh
40 %
Qui
27 °
Sex
26 °
Sáb
27 °
Dom
28 °
Seg
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioÁsiaCoreia do Sul retira queixa na OMC sobre restrições japonesas às exportações

      Coreia do Sul retira queixa na OMC sobre restrições japonesas às exportações

      A Coreia do Sul anunciou ontem que vai retirar uma queixa apresentada junto da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre restrições impostas pelo Japão à exportação de certos produtos, enquanto aguarda por negociações bilaterais.

      “Os dois Governos decidiram conduzir prontamente consultas bilaterais relacionadas às questões atuais de regulamentação de exportação para regressar à situação verificada antes de Julho de 2019″, disse o Ministério do Comércio sul-coreano, em comunicado.

      Seul tinha apresentado uma queixa junto da OMC, em Setembro de 2019, na sequência de restrições impostas pelo Japão às exportações de alta tecnologia para a Coreia do Sul.

      Tóquio impôs, no início de julho de 2019, limitações aos materiais químicos básicos que as empresas sul-coreanas compram para fabricar ecrãs e ‘microchips’ de memória, alegando razões de segurança.

      Semanas mais tarde, num alargamento das restrições, o Governo nipónico anunciou que ia retirar a Coreia do Sul da “lista branca” de parceiros comerciais, um estatuto especial que Seul detinha desde 2004, juntamente com um grupo de 26 países. Seul não tardou a aplicar a mesma medida, num novo agravamento da tensão entre os dois países.

      Na altura, as autoridades sul-coreanas disseram acreditar que os controlos japoneses eram retaliações por decisões judiciais, algo que o Governo japonês negou.

      No final de 2018, o Supremo Tribunal sul-coreano determinou que as empresas japonesas presentes na Coreia do Sul tinham de pagar compensações a cidadãos coreanos, ou aos herdeiros, escravizados por aquelas companhias durante a Segunda Guerra Mundial.

      Com base no tratado de 1965, o Japão, que colonizou a península coreana entre 1910 e 1945, entregou 300 milhões de dólares às vítimas, dinheiro que a ditadura militar de Park Chung-hee não fez chegar a todas, motivo que levou milhares de pessoas a denunciar recentemente a situação às autoridades sul-coreanas.

      A Coreia do Sul anunciou agora um plano para compensar os sul-coreanos vítimas de trabalhos forçados durante a guerra no Japão, com o qual Seul quer reforçar os laços face às tensões com a Coreia do Norte.

      Segundo dados fornecidos por Seul, cerca de 780 mil coreanos foram recrutados pelo Japão para trabalhos forçados durante a ocupação de 35 anos, sem incluir as mulheres forçadas à escravidão sexual pelas tropas nipónicas.

      O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Park Jin, anunciou a criação de uma fundação sul-coreana para compensar as vítimas e as famílias, sem o envolvimento directo dos japoneses. “Espero que o Japão responda positivamente à nossa grande decisão de hoje, com contribuições voluntárias de empresas japonesas e um pedido de desculpas completo”, disse ontem o governante.

      O novo plano do governo de Seul prevê a criação de uma fundação local que vai aceitar doações de grandes empresas sul-coreanas – que beneficiaram das reparações japonesas em 1965 – para compensar as vítimas. Lusa

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau