Volume de negócios do comércio a retalho foi de 57,71 mil milhões em 2022

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FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

Durante o ano de 2022 o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho foi de 57,71 mil milhões de patacas, menos 22,1%, em termos anuais. De entre os principais tipos de comércio a retalho, os volumes de negócios de mercadorias de armazéns e quinquilharias, de vestuário para adultos e de relógios e joalharia em 2022 diminuíram 36,9%, 31,7% e 29,7%, respectivamente, em termos anuais. No ano de 2022 o índice médio do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho desceu 22%, em termos anuais, realçando-se que os índices de mercadorias de armazéns e quinquilharias (-37,0%), de vestuário para adultos (-33,0%) e de relógios e joalharia (-29,1%) tiveram os maiores decréscimos, revelou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) em nota de imprensa.

Se nos cingirmos apenas ao quarto trimestre do ano passado, o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho cifrou-se em 14,80 mil milhões de patacas, descendo 20,6%, em termos anuais. Depois de eliminados os factores que influenciam os preços, o índice do volume de vendas registou um decréscimo homólogo de 21,8%.

De entre os principais tipos de comércio a retalho, os volumes de negócios de mercadorias de armazéns e quinquilharias (-34,7%), de relógios e joalharia (-28,5%) e de vestuário para adultos (-26,2%) baixaram face ao quarto trimestre de 2021, contudo, os volumes de negócios de combustíveis para veículos a motor (+8,2%) e de farmácias (+4,0%) cresceram. Quanto ao índice do volume de vendas, também se observaram quedas homólogas significativas nos índices de mercadorias de armazéns e quinquilharias (-35,2%), de relógios e joalharia (-29,2%) e de vestuário para adultos (-28,1%), porém, o índice de farmácias (+3,7%) aumentou.

No quarto trimestre de 2022 o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho ascendeu 32%, em relação ao montante revisto do volume de negócios do terceiro trimestre de 2022 (11,21 mil milhões de patacas).

Sobre previsões para o primeiro trimestre de 2023, 42,7% dos retalhistas antecipam a estabilização do volume de vendas, em termos anuais, 34,4% prevêem o aumento e 22,9% projectam a diminuição. Paralelamente, 70,4% dos retalhistas antevêem a estabilização dos preços de vendas, em termos anuais, 17,9% prevêem a diminuição e 11,7% projectam o aumento. Além disso, a previsão de cerca de 40,3% dos retalhistas é de que a situação de exploração dos estabelecimentos seja satisfatória, comparativamente com o quarto trimestre de 2022, 34,0% dos retalhistas pressupõem uma situação de exploração estável e 25,7% prevêem uma situação de exploração insatisfatória.