A reserva financeira de Macau perdeu 87 mil milhões de patacas em 2022, indicam dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). A reversa financeira da Região Administrativa Especial de Macau cifrou-se em 559,2 mil milhões de patacas no final de Dezembro, de acordo com a informação publicada no Boletim Oficial pela AMCM.
Após ter registado em novembro a primeira subida em 11 meses, a reserva financeira voltou a cair em Dezembro, perdendo quase 3,5 mil milhões de patacas.
O valor da reserva financeira está assim cada vez mais longe do recorde atingido de 669,7 mil milhões de patacas em Fevereiro de 2021.
Na primeira metade do ano passado, a reserva financeira perdeu 17 mil milhões de patacas só em investimentos, devido a oscilações no mercado internacional, de acordo com o Governo.
O valor da reserva extraordinária no final de dezembro era de 393,6 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau para 2022, era de 185,1 mil milhões de patacas.
A reserva financeira de Macau é maioritariamente composta por depósitos e contas correntes no valor de 269 mil milhões de patacas, títulos de crédito no montante de 121,6 mil milhões de patacas e até 162,8 mil milhões de patacas em investimentos subcontratados.
Mesmo no cenário de crise económica criada pela pandemia, a reserva financeira de Macau tinha crescido em 2020 e 2021, apesar do Governo ter injetado mais de 90 mil milhões de patacas no orçamento.
No ano passado, as autoridades da região voltaram a transferir 68,2 mil milhões de patacas da reserva financeira para o orçamento público, que incluiu dois planos de apoio pecuniário à população.
O Governo gastou ainda 5,92 mil milhões de patacas para dar a cada residente oito mil patacas, montante que podem usar para efectuar pagamentos, sobretudo no comércio local, até ao final de Fevereiro.











