IC diz que iniciativa “Passeando pela Almeida Ribeiro” foi um sucesso, mas não é para repetir

Leong Wai Man disse ontem que o projecto piloto "Passeando pela Almeida Ribeiro" alcançou bons resultados e opiniões favoráveis. No entanto, a presidente do Instituto Cultural (IC) afirmou que a iniciativa não é para repetir. Segundo a responsável, não há condições para voltar a realizar a iniciativa devido às obras rodoviárias a serem realizadas na zona. Leong Wai Man referiu que o projecto na Almeida Ribeiro serviu para o IC ganhar experiência, de forma a que no futuro se organizem iniciativas semelhantes noutras zonas da cidade. Todavia, o IC ainda não sabe onde em concreto.

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O projecto piloto “Passeando pela Almeida Ribeiro”, que encerrou ao trânsito a avenida entre os dias 22 e 24 de Janeiro e depois entre os dias 4 e 5 de Fevereiro, atraiu cerca de 140 mil pessoas e foi considerado um sucesso por parte do Instituto Cultural (IC). No entanto, ontem, após a reunião do Conselho do Património Cultural, Leong Wai Man, presidente do IC, afirmou que a iniciativa não é para repetir.

“Achamos que este programa recebeu bons resultados, ou seja, a maioria das pessoas está de acordo com a realização deste programa. As opiniões são favoráveis”, afirmou ontem a responsável, ressalvando que, “tendo em conta a situação de Macau e as obras rodoviárias, neste momento não há condições para continuar a organizar o programa ‘Passeando pela Almeida Ribeiro'”.

“Recebemos opiniões positivas sobre a actividade, as pessoas estão a favor de futura organização, mas temos de ponderar outros factores. Tendo em conta obras rodoviárias a realizar em Macau a curto prazo, não temos condições para a realização da mesma actividade ou tornar esta área pedonal”, afirmou.

O projecto na Almeida Ribeiro serviu para o IC ganhar experiência na realização deste tipo de iniciativa, considerou a governante. No futuro, o plano é realizar actividades do mesmo género que permitam revitalizar zonas antigas. Questionada sobre quais as zonas que, no futuro, poderão receber iniciativas semelhantes, Leong Wai Man disse que o IC ainda não sabe. “Estamos a pensar realizar em outras zonas, mas não temos um plano completo”, disse, acrescentando que não será copiado exactamente o modelo da Almeida Ribeiro, podendo ser adoptadas diferentes formas de revitalização dos bairros antigos.

Wu Chou Kit, porta-voz do Conselho do Património Cultural, também indicou que os restantes membros do organismo se mostraram satisfeitos com os resultados do programa “Passeando pela Almeida Ribeiro” e houve opiniões que indicaram que, no futuro, as autoridades deveriam ter como referência experiências idênticas do interior da China e do estrangeiro.

Na ordem de trabalhos da reunião plenária do Conselho do Património Cultural foi também discutido o exercício do direito de preferência sobre um bem imóvel classificado. O IC não revelou, no entanto, qual o bem imóvel em causa, uma vez que se trata de “informação confidencial”. O IC perguntou ao conselho se deveria exercer o direito de preferência sobre este bem imóvel classificado que está à venda, tendo-se chegado à conclusão de que o Governo da RAEM não deve adquirir o espaço em causa. “Todos os membros concordaram em não exercer o direito de preferência sobre o bem imóvel”, revelou Leong Wai Man.

Outra questão que surgiu na conferência de imprensa após a reunião do conselho teve a ver com o quarto grupo de bens imóveis classificados, que deverá ser revelado este ano. A presidente do IC disse que o novo grupo de bens imóveis a serem classificados deverá ser revelado em meados deste ano.