Mais de 90% das escolas locais equipadas com pessoal de promoção da saúde

Realizando desde 2006 o programa de contratação de pessoal de promoção da saúde, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude revelou que mais de 90% das escolas já têm profissionais competentes que se dedicam ao desenvolvimento da educação da saúde. O organismo alerta ainda as escolas para terem atenção às necessidades emocionais dos alunos.

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FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) adiantou que, até ao ano passado, mais de 90% das escolas do ensino não-superior já tinham pessoal de promoção da saúde, cujo trabalho é auxiliar as escolas a desenvolver um serviço completo de saúde preventiva, bem como a educação e actividades relativas à saúde física.

O Fundo Educativo do organismo, através do Plano de Desenvolvimento das Escolas, tem financiado desde 2006 as escolas na contratação de pessoal de promoção da saúde, tendo as autoridades educativas também proporcionado a formação contínua ao pessoal de promoção da saúde escolar, com vista a promover a sua articulação com a situação real da escola e a cooperar com os encarregados de educação para acompanharem, por iniciativa própria, os alunos com diferentes necessidades.

Em resposta a uma interpelação escrita apresentada pelo deputado Lam Lon Wai acerca das condições físicas e psicológicas dos alunos durante a pandemia, a DSEDJ reitera que a promoção da segurança e saúde física e mental dos alunos foi umas das medidas importantes para o desenvolvimento da educação.

“Quanto aos currículos escolares, através do Quadro da organização curricular da educação regular do regime escolar local, foi assegurado que os alunos dos ensinos primário e secundário tenham um tempo dedicado à prática desportiva não inferior a 150 minutos por semana, incluindo a aprendizagem obrigatória sobre a saúde com duração não inferior a 70 minutos semanais”, afirmou.

O Instituto do Desporto, recorda o deputado na sua interpelação,  divulgou recentemente o Relatório da Avaliação da Condição Física da População da RAEM de 2020, no qual consta uma descida, em comparação com os dados registados em 2015, referente à qualidade da constituição física em geral das crianças e estudantes adolescentes. Já no grupo etário que compreende os adolescentes e jovens adultos verificam-se problemas de obesidade no sexo masculino e o oposto no sexo feminino, com jovens demasiado magras “devido aos anseios de ter uma forma corporal elegante”.

Nesse sentido, a DSEDJ lembrou que foi reforçada a educação da saúde física para estimular nos alunos a vontade de terem bons hábitos alimentares e uma vida saudável.

Por outro lado, referiu que o organismo tem mantido uma estreita comunicação com as escolas durante o período da normalização da prevenção da epidemia, “alertando-as para terem em consideração as necessidades de aprendizagem e as capacidades dos alunos de diferentes níveis de ensino, preocupando-se com a saúde mental e emocional dos alunos”.

Foram estabelecidos ainda serviços da Escola inteligente para apoiar o ensino ‘online’ para os alunos, e a DSEDJ garante que vai investir mais recursos pedagógicos sobre a leitura nas escolas.