José Pereira Coutinho voltou a criticar a forma como o Governo decidiu abolir, “sem que a população estivesse previamente ciente e preparada para assumir a responsabilidade total pelo combate à pandemia”, as restrições pandémicas e, numa interpelação escrita, indicou que deve ser o Governo a responsabilizar-se pelas despesas dos residentes na unidade de cuidados intensivos do hospital privado, uma vez que a unidade de cuidados intensivos do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) estava sobrelotada.
O fim das restrições provocou um aumento exponencial de casos de infecção por Covid-19 nas últimas semanas de Dezembro e primeiras semanas de Janeiro, o que resultou “na afluência inusitada de uma grande quantidade de doentes aos hospitais e filas diárias de residentes e turistas nas portas das farmácias que rapidamente esgotaram os stocks, e muitas farmácias fecharam as portas e outras deixaram de vender os necessários medicamentos”, apontou o deputado.
Segundo Coutinho, o CHCSJ “já não tem capacidade para receber nas suas instalações os doentes em situações críticas, cujos familiares são obrigados a enviar os seus familiares à unidade de cuidados intensivos do hospital privado cujas despesas diárias podem ascender a dezenas de milhares de patacas por dia”. O deputado diz mesmo que o gabinete de atendimento da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, a que preside, “tem recebido bastantes pedidos de famílias muito aflitas com o pagamento das dívidas hospitalares relacionados com o tratamento dos seus entes queridos na unidade de cuidados intensivos do hospital privado”.
Por outro lado, Coutinho alertou que continuam a escassear nas farmácias locais medicamentos básicos de combate ao Covid-19 e por isso questionou: “Qual a calendarização para que as farmácias voltem a funcionar com normalidade possibilitando a venda aos residentes dos principais e mais comuns medicamentos tais como antivirais, xaropes antitússicos e medicamentos de desobstrução das vias nasais, analgésicos para as dores de garganta e antitérmicos para controlar a febre incluindo os respectivos antibióticos, incluindo outros medicamentos de maior procura?”.











