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      Pico de infecções chegou mais cedo do que o antecipado. Número de internamentos aumenta

      Chang Tam Fei, director substituto do departamento de emergência médica do Centro Hospitalar Conde de São Januário, disse ontem que Macau já terá chegado ao pico de infecções por Covid-19. Nos últimos dias tem aumentado o número de pacientes a precisarem de internamento. Com a onda de casos positivos, o Governo anunciou o reforço dos recursos médicos.

      O pico de infecções por Covid-19 terá chegado mais cedo do que tinha sido inicialmente previsto pelas autoridades. Segundo Chang Tam Fei, director substituto do departamento de emergência médica do Centro Hospitalar Conde de São Januário, citado pela TDM Rádio Macau, Macau já terá atingido o pico de casos positivos. A 14 de Dezembro Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, tinha indicado que o pico seria entre a primeira e a segunda semana de Janeiro.

      As autoridades adiantaram também que, nos últimos dias, o número de doentes a necessitarem de internamento também tem aumentado. Segundo a contabilização oficial, nos últimos cinco dias foram registados, no total, 293 casos positivos. Verificaram-se também 13 mortes. Recorde-se de que as autoridades apenas contabilizam os casos sintomáticos.

      Em resposta face ao aumento no número de casos positivos e de casos que necessitam de internamento, as autoridades anunciaram o reforço dos recursos médicos. “Os Serviços de Saúde procederam de forma uniformizada, à mobilização dos profissionais de saúde, de modo a melhorarem os trabalhos de assistência médica aos infectados pelo novo tipo de coronavírus, tendo tomado, ontem [segunda-feira], de forma gradual, medidas de optimização, com vista a aliviar as necessidades de internamento dos doentes no Serviço de Urgência”, lê-se em comunicado.

      Assim, os Serviços de Saúde suspenderam os serviços médicos não urgentes ou não essenciais, alocaram de forma global os recursos médicos para dar prioridade ao salvamento de doentes com Covid-19. Actualmente, cerca de 80 médicos especialistas dos diversos serviços clínicos foram organizados para gerir as enfermarias de isolamento.

      Por outro lado, cerca de 60 médicos residentes e médicos dos centros de saúde foram enviados para os Serviços de Urgência e o Centro de Tratamento Comunitário para participar nos trabalhos de avaliação médica dos doentes, infirmaram os Serviços de Saúde. Além disso, foram contratados, temporariamente, 13 enfermeiros aposentados, 38  médicos do internato e 23 enfermeiros estagiários para prestar apoio ao Serviço de Urgência e Centro de Tratamento Comunitário. Por último, 86 alunos do Instituto de Enfermagem Kiang Wu de Macau inscreveram-se para prestar apoio.

      No que diz respeito às camas para tratamento hospitalar em isolamento, foram criadas mais enfermarias de isolamento, através da junção de alguns serviços com menor taxa de ocupação de doentes internados, tendo sido aumentado o número de camas de isolamento do hospital público para 300. Até ao presente momento, o número total de camas para tratamento hospitalar em isolamento é cerca de 700.

      Os Serviços de Saúde indicam também que, através da coordenação e encurtamento do tempo de internamento hospitalar dos doentes estáveis, ou do seu encaminhamento para Centro de Tratamento Comunitário ou hotéis de tratamento em isolamento, “é possível disponibilizar mais camas para os doentes colocados no Serviços de Urgência”.

      Em relação à organização dos doentes na Urgência, os Serviços de Saúde anunciaram a suspensão do trabalho de vacinação no Centro Hospitalar Conde de São Januário e a transformação da consulta externa de 24 horas numa área de transição dos doentes da urgência, onde estão disponíveis 40 camas provisórias, mobilizando todos os profissionais de saúde dos Serviços de Saúde, com o objectivo de acelerar a colocação dos doentes.

      Quanto ao transporte de doentes, foi criado um grupo de coordenação exclusivo, para integrar os vários recursos da Cruz Vermelha, da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) e Corpo de Bombeiros (CB), como viaturas de transporte, condutores e pessoal de apoio no transporte, de forma a acelerar o transporte de doentes para as instalações de tratamento, lares ou domicílios adequados.

      “Os Serviços de Saúde revêem, de forma contínua, a situação de socorro e tratamento e de triagem dos doentes, além de aumentar os locais de serviço de consulta externa comunitária, para que os doentes em situação menos grave possam ser transferidos para Centro de Tratamento Comunitário e hotéis de tratamento de isolamento, ajustaram em tempo oportuno, as medidas de triagem e de atendimento de doentes no Serviço de Urgência do CHCSJ em resposta à situação concreta, aliviando ao máximo a pressão na urgência do CHCSJ, para que os profissionais de saúde possam concentrar os seus esforços no tratamento dos casos graves”, lê-se no comunicado das autoridades sanitárias.