Edição do dia

Segunda-feira, 17 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva fraca
28.1 ° C
29.9 °
27.9 °
94 %
3.6kmh
40 %
Seg
30 °
Ter
30 °
Qua
30 °
Qui
30 °
Sex
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioPolíticaDeputados preocupados com relaxamento das restrições epidémicas

      Deputados preocupados com relaxamento das restrições epidémicas

      O Governo começou a relaxar algumas das restrições epidémicas que têm sido impostas no território ao longo dos últimos três anos. O tema esteve em destaque ontem, na reunião plenária da Assembleia Legislativa, com a maioria dos deputados a mostrarem-se preocupados com esta nova fase.

      Foram vários os deputados que, na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), escolheram falar sobre o recente relaxamento de algumas das restrições epidémicas, em vigor no território há três anos. Os deputados mostraram-se preocupados com a fase que se aproxima.

      Recorde-se que, nos últimos dias, o Governo anunciou uma série de medidas de alívio das restrições. A partir de amanhã, os infectados poderão fazer isolamento em casa e o Código de Saúde será menos usado, por exemplo. As autoridades também adiantaram que irão rever em breve a medida de observação médica à chegada. O Governo prevê que cerca de 80% da população venha a ser infectada. As medidas chegaram logo após o Governo Central ter relaxado também as restrições impostas no interior da China.

      Ella Lei, por exemplo, pediu ao Governo para esclarecer melhor as dúvidas dos cidadãos sobre esta nova fase. “Espero que o Governo disponibilize directrizes claras e específicas, por exemplo, muitos residentes estão preocupados com: durante a quarentena em casa pelos doentes e seus familiares, há ou não novas regras inerentes à saída de casa necessária para manter a sobrevivência e para ir aos serviços? Poder-se-á ir às compras como de costume? Mais, quanto ao caso em que um empregado fica infectado ou é classificado como contacto próximo, o Governo deve emitir orientações claras o mais breve possível, para a parte patronal saber como actuar”, afirmou a deputada.

      A deputada Wong Kit Cheng começou por dizer que concorda com o relaxamento progressivo das medidas, “o que reflecte o espírito de decisão científica do Governo”. A enfermeira deixou três sugestões: evitar a corrida aos recursos médicos; reforçar a divulgação de informações; e promover a vacinação.

      Zheng Anting notou que muitos cidadãos “estão preocupados pois não sabem se o sistema de saúde consegue suportar tantos pacientes e se as pessoas em isolamento no domicílio podem receber apoio adequado quando muitas pessoas estiverem afectadas, tendo em conta que a Ómicron é altamente transmissível”. “Acreditamos que com a colaboração do Governo e da população vamos conseguir ultrapassar, sem sobressaltos, o período de transição, vamos adaptar-nos à nova normalidade da epidemia, e vamos preparar-nos para a recuperação de Macau”, afirmou o deputado.

      No entender de Chui Sai Peng, “o Governo já está bem preparado para entrar no período de transição para prevenção e controlo da epidemia”. “Acredito que a velocidade e a densidade de divulgação de informações por parte do Governo serão mais rápidas e mais densas do que antes. Espero que a população esteja atenta às informações e medidas divulgadas pelo Governo, e que as pessoas infectadas pela epidemia sejam tratadas de acordo com a sua própria situação e com as orientações do Governo”, referiu.

      Che Sai Wang considerou que “a política de alívio gradual da epidemia e a conjuntura de mudança são provas muito difíceis para o Governo da RAEM” e, assim, “o Governo deve manter-se altamente atento e estar preparado para enfrentar as mudanças da situação epidémica”.

      “O objectivo do levantamento do controlo epidémico é a lenta construção da barreira imunológica de grupo, pois, se não se fornecer um local de auto-isolamento para as pessoas que não têm condições de isolamento no domicílio, pode-se levar a um surto de novos casos no seio familiar, e este poderá provocar um aumento súbito da pressão sobre o sistema de saúde pública, o que seria insuportável”, afirmou o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau.