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      Coutinho diz que a política antiepidémica vai “do oito ao 80”

      “Do oito ao 80”. Foi assim que José Pereira Coutinho descreveu as recentes alterações nas restrições epidémicas. Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa, o deputado lembrou que, ao mesmo tempo que se estão a relaxar algumas restrições, estão também a ser agravadas medidas de exigência de testes diários para quem quer entrar e sair da RAEM.

      “Mais escandalosa é a contradição entre o relaxamento e o facto de nestes últimos dois dias terem sido agravadas as medidas de controlo sanitário quer na entrada e saída das pessoas na maioria dos casinos, estabelecimentos hoteleiros, restaurantes, transportes públicos etc. e etc. Estas restrições são implementadas sem que as autoridades competentes se preocupem em justificar perante a população a base científica das decisões, a não ser para justificar o escoamento final dos ‘stocks’ ainda existentes para testes de ácido nucleico”, afirmou.

      O deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) salientou que “ninguém percebe porque é que os residentes de Macau vindos do estrangeiro e provenientes da RAEHK têm de permanecer três dias nesse território, enquanto os residentes da RAEHK desembarcados do mesmo avião podem ir directamente para as suas casas”. “Que base científica suporta este tipo de decisões?”, questionou.

      O deputado reiterou que Macau deve eliminar as restrições “que não tenham suporte científico” para que regresse a normalidade semelhante ao período antes do aparecimento da Covid-19.

      Pereira Coutinho terminou, afirmando: “Há muito tempo sabíamos que o vírus se tornava cada vez mais transmissível, mas cada vez menos letal, mas infelizmente esta realidade não foi acompanhada de forma proporcional

      com o relaxamento das medidas sanitárias, pelo contrário foram agravando-se, não obstante todos nós sabermos que teríamos de aprender a conviver com ele com toda a normalidade”.