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      Governo reitera aposta no Metro Ligeiro e prevê subida considerável de passageiros até 2030

      O documento da consulta do Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres de Macau (2021-2030) recebeu o “apoio geral” de entre mais de 20 mil opiniões recolhidas. Foram divulgados ontem o relatório final da consulta e o documento do Planeamento. A Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego salientou que o público mostrou uma atitude positiva sobre o Metro Ligeiro e o Governo prevê que o volume diário de passageiros passe de dois mil pessoas, em 2020, para 137 mil pessoas até 2030.

      O Governo divulgou ontem o relatório final da consulta pública e o documento relativo ao Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres de Macau (2021-2030). Na consulta pública realizada entre Maio e Agosto, foram recolhidos 1.611 conjuntos de opiniões, totalizando em 20.840 opiniões concretas, 74% dos quais manifestaram “apoio geral” ao projecto.

      Entre os vários objectivos do planeamento, o empenho no desenvolvimento do transporte por carril, sobretudo o Metro Ligeiro, recebeu “uma atitude positiva”, enquanto as autoridades voltaram a afirmar que o Metro Ligeiro será a principal direcção do desenvolvimento do transporte no futuro, com 21 estações e um aumento da média diária de passageiros em 47 vezes nos próximos anos. As autoridades prevêm que o volume diário de passageiros passe de dois mil pessoas, em 2020, para 137 mil pessoas até 2030.

      De acordo com a apresentação da Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT), o planeamento da construção do transporte por carril centra-se em quatro aspectos, incluindo a extensão da Linha da Taipa à Estação da Barra até 2024, conclusão da Linha de Seac Pai Van e da Linha de Hengqin antes de 2025, conclusão da obra da Linha Leste no ano 2028 e início dos estudos sobre o planeamento da Linha Oeste.

      Com 1.245 opiniões sobre o tema, 53% do total mostraram-se “a favor” ao planeamento, 12% de “opostas” e 34% são de “neutras”. “As opiniões recolhidas durante a consulta mostraram uma atitude positiva sobre o Metro Ligeiro, reconhecendo a importância do mesmo como transporte colectivo, considerando que o alargamento do âmbito dos seus serviços pode aliviar, em grande medida, a pressão do trânsito rodoviário”, pode ler-se no relatório final.

      As opiniões contra, por outro lado, consideram que os custos de construção e de operação do Metro Ligeiro são elevados, e preocupam com as questões de derrapagens orçamentais e atraso de execução de obras, bem como as falhas no funcionamento, como já aconteceu na Linha da Taipa. Segundo a DSAT, algumas chegaram a opor-se a toda a construção do Metro Ligeiro, defendendo que a sua construção é desnecessária. Já outras consideram que, de acordo com a actual situação económica de Macau, se deve adiar ou suspender o prolongamento da linha.

      O Governo, entretanto, salienta que há “necessidade de maximizar o papel do transporte por carril no sistema de transportes terrestres e desenvolver as suas vantagens, como a eficiência, a concentração, a confiabilidade, a pontualidade, a capacidade de transportar um grande volume de pessoas e o conforto”. A análise enfatiza que os recursos rodoviários são limitados de Macau e confia que o Metro Ligeiro possa aliviar da raiz a pressão do tráfego no território.

      O documento do planeamento estabelece o reforço na promoção da construção do sistema de Metro Ligeiro e, até 2030, o comprimento do traçado passará dos actuais 9,3 km e das 11 estações para os 24 km, perfazendo um total de 21 estações.

      “Prevê-se que até 2030 o fluxo diário de passageiros do transporte por carril aumente de 2.880 pessoas por dia em 2020 para 137 mil pessoas por dia, e a sua proporção em relação às deslocações motorizadas aumentará de cerca de 0,2% em 2020 para cerca de 9%, em paralelo, a eficiência da dimensão da rede do Metro Ligeiro se revele, orientando os utilizadores dos veículos particulares a mudarem-se para o uso do transporte por carril”, propõe.

      Além do transporte por carril, a consulta pública destaca a atenção do público sobre o aumento das passagens pedonais, sendo que 62% das opiniões recolhidas disseram apoio e apenas 6% se opõem. A DSAT pretende levar a cabo mais construção das instalações pedonais, nos troços e intersecções principais, de passagens inferiores para peões, corredores superiores pedonais e passagens superiores para peões, tendo em conta a segurança dos peões e a eficiência das ligações pedonais.

      O documento de planeamento sugere ainda a optimização da eficiência e da qualidade do serviço de autocarros, compreendendo os trabalhos de renovação das antigas paragens de autocarros, introduzindo instalações de zonas abrigadas do vento e da chuva. Ademais, as autoridades vão estudar a criação do corredor exclusivo para autocarros e uma sinalização de prioridade dos autocarros, de forma a garantir o seu direito de passagem.

      A DSAT, por outro lado, propôs no arranque da consulta pública a construção de um teleférico da ligação marítima entre a Zona A dos Novos Aterros e a Península de Macau, nomeadamente na Zona B dos Novos Aterros entre a Praia Grande e o NAPE. No que diz respeito a esta matéria, foram recolhidas 264 opiniões, das quais a maioria (62%) tem atitude neutra, 21% são a favor e 17% opostas.

      À margem de uma reunião na quarta-feira do Conselho Consultivo do Trânsito, o director da DSAT, Lam Hin San, admitiu que o plano do teleférico “ainda não obteve um grande consenso na sociedade”. O responsável, citado pelo All About Macau, revelou que as autoridades das obras públicas estão a estudar a ligação entre as zonas A e B, sendo que “o teleférico continua a ser uma das possibilidades de circulação”. De acordo com a análise, muitas opiniões preocupam-se com a segurança e despesas das obras, enquanto o sector de turismo diz que o teleférico pode trazer impacto positivo na indústria.