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      Funcionamento do IPOR não sairá beliscado por possível paragem nos centros culturais de Portugal no estrangeiro

      A greve anunciada, esta segunda-feira, pelo Sindicato dos Trabalhadores Consulares, das Missões Diplomáticas e dos Serviços Centrais do Ministério dos Negócios Estrangeiros (STCDE), nos postos consulares, embaixadas, missões diplomáticas e centros culturais de Portugal no estrangeiro entre os dias 5 de Dezembro e 12 de Janeiro do próximo ano não afectará o normal funcionamento do Instituto Português do Oriente (IPOR).

      A garantia e esclarecimento foi dado ao PONTO FINAL pelo director do instituto que tem como principal atribuição a promoção e difusão da língua portuguesa. “O IPOR funciona com estatuto próprio e autónomo, não está ligado às estruturas do MNE”, afirmou Joaquim Coelho Ramos, numa breve nota.

      Também o Instituto Camões, através de Walter Medeiros, técnico superior do gabinete de Documentação e Comunicação do instituto, se posicionou quanto a esta questão, explicando, precisamente, que “os trabalhadores do IPOR não são trabalhadores do Ministério ou do Camões, portanto, da Administração Pública portuguesa”.

      Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) referiu, em declarações à Lusa, que tem “disponibilidade permanente” para o diálogo com o STCDE. “A valorização dos profissionais da área governativa dos Negócios Estrangeiros está no centro da atenção deste ministério, ciente de que a formulação, coordenação e execução da política externa portuguesa, em todas as suas dimensões, assenta em recursos humanos reforçados e reconhecidos”, referiu o MNE.

      Ao PONTO FINAL, ontem, o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Hong, Paulo Cunha Alves, havia afirmado que “a greve é um direito de todos os trabalhadores e, a concretizar-se, certamente que afectará os serviços consulares”.

      A convocação desta greve por parte do STCDE surge para reivindicação de sete pontos. Em causa, estão questões como, por exemplo, “a existência de norma que impede que os trabalhadores tenham aumentos justos e proporcionais à inflação sofrida nos países onde exercem funções” ou a “ausência de publicação das tabelas salariais dos trabalhadores dos Centros Culturais do Instituto Camões no estrangeiro”, algo que não afecta o IPOR, como está explicado acima.

      O sindicato admitiu que o período de greve “é longo”, sendo a primeira a ser marcada nos últimos 10 anos, pelo que vai causar “um caos tremendo, que já existe com a falta de recursos humanos, mas vai haver um caos em todos os postos”.