IC garante que vai investir mais na protecção dos sítios históricos da Rota Marítima da Seda

0
43

Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC), discursou ontem no encerramento do Fórum Cultural sobre a Rota Marítima da Seda e assinalou que a candidatura à lista do Património Cultural Mundial é uma iniciativa que “pode contribuir, em grande medida, para a mobilização dos jovens estudantes de Macau no sentido de quererem conhecer e apreciar, ainda mais, a história e a cultura da China”. A responsável assegurou ainda que o IC irá investir cada vez mais para melhorar a protecção e a utilização dos sítios históricos da Rota Marítima da Seda.

Na cerimónia de encerramento do Fórum Cultural sobre a Rota Marítima da Seda, Leong Wai Man destacou Macau enquanto cidade com “uma rica história de intercâmbio multicultural” e com “património diversificado” que faz parte da iniciativa. Macau pode “desempenhar bem o papel de ponte para o intercâmbio e a cooperação em vários temas sobre a Rota Marítima da Seda”, afirmou a presidente do Instituto Cultural (IC).

O Fórum Cultural sobre a Rota Marítima da Seda, que se realizou entre quarta e quinta-feira, centrou-se em temas tais como a “Definição no Âmbito do Espaço e do Tempo da Rota Marítima da Seda”, os “Valores Históricos e Contemporâneos do Património Cultural da Rota Marítima da Seda” e a “Conservação e Utilização Sustentável do Património Cultural da Rota Marítima da Seda”.

O fórum, que se realizou no Centro de Ciência de Macau, teve a presença de mais de uma centena de representantes de vários países e regiões – como o interior da China, Hong Kong, Macau, Reino Unido, Austrália, Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Sri Lanka, Portugal, Estados Unidos e Bangladesh – bem como instituições patrimoniais internacionais tais como a UNESCO e o ICOMOS.

A iniciativa contou com cerca de 20 rondas de palestras temáticas e discursos. A organização diz que este fórum apresentou Macau como “uma base de intercâmbio e cooperação para promover a coexistência de diversas culturas, sendo a cultura chinesa a predominante”.

Os participantes sublinharam a importância da candidatura para inscrição na Lista do Património Cultural Mundial. Candidatura essa que, na opinião de Leong Wai Man, “pode contribuir, em grande medida, para a mobilização dos jovens estudantes de Macau no sentido de quererem conhecer e apreciar, ainda mais, a história e a cultura da China”.

A presidente do IC garantiu que o organismo vai continuar a desempenhar o papel de órgão de gestão da candidatura da Rota Marítima da Seda para inscrição na Lista do Património Cultural Mundial, “continuando igualmente a investir cada vez mais recursos para melhorar a protecção e a utilização dos sítios históricos da Rota Marítima da Seda, contribuindo activamente desta forma para promover a candidatura da Rota Marítima da Seda para inscrição na Lista do Património Cultural Mundial”.

Macau tem vindo a participar, desde 2015, nos trabalhos para a candidatura, tendo-se agregado, em Maio de 2019, à União das Cidades para a Protecção e Candidatura da Rota Marítima da Seda para Inscrição na Lista do Património Cultural Mundial. “Os organizadores esperam que o Fórum Cultural Internacional sobre a Rota Marítima da Seda possa fortalecer ainda mais o suporte técnico relacionado com a referida nomeação, tendo como base o desenvolvimento de mais investigação académica sobre temas conexos, e promovendo assim um efeito positivo no âmbito da preservação do património cultural, desenvolvimento sustentável urbano, e promoção de Macau como ‘Uma Base'”, lê-se no comunicado de imprensa.