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      Moto Club celebra 10.º aniversário e tem como prenda o regresso da prova de motos ao Grande Prémio

      O Macau Moto Club assinala este ano o seu 10.º aniversário. Como prenda tem o regresso da prova de motos ao Circuito da Guia. Uma “muito boa notícia”, apontou José Rodrigues, presidente do clube. Ao PONTO FINAL, José Rodrigues adiantou que o Moto Club quer acelerar na área da formação, de forma a deixar as estradas de Macau mais disciplinadas. 

      O 10.º aniversário do Macau Moto Club coincide com o regresso da prova de motos ao Grande Prémio, dois anos depois. Ao PONTO FINAL, José Rodrigues, presidente do clube, destacou a importância da prova de motos e detalhou os planos para o futuro do Moto Club.

      O responsável do clube começou por recordar a fundação do Moto Club, lembrando que começou há dez anos “como uma brincadeira”. Entretanto, o grupo de membros foi crescendo e o número escalou, nos últimos anos, para quase 180. A maioria dos membros são chineses de Macau, mas há também portugueses, norte-americanos, ingleses e cidadãos de Taiwan, por exemplo.

      O factor pandemia teve influência no aumento repentino de membros do clube. “As pessoas estão muito mais fechadas dentro de Macau e isso dá oportunidade a que as actividades se estendam dentro de portas”, resumiu José Rodrigues.

      Habitualmente, os membros juntam-se uma vez por mês. O 10.º aniversário foi assinalado com uma parada entre o Hotel Lisboeta e a Doca dos Pescadores, tendo participado perto de uma centena de motos.

      Desde 2012, o grupo tem organizado passeios dentro e fora do território. Por exemplo, o Moto Club foi à Tailândia, Laos, Myanmar, Portugal e até Estados Unidos. O interior da China também tem sido um destino para os passeios de moto, dadas a facilidade de cada membro levar a sua própria moto, sem que seja necessário alugar.

      “Isto sempre foi por carolice”, assinalou o presidente. “As pessoas dão aquilo que podem ao clube e não há suportes financeiros, por isso, a organização [das actividades] é volátil”, justificou.

      José Rodrigues adiantou ainda que o Macau Moto Club quer avançar para a formação de condução. Apontando que a elevada concentração de motorizadas em Macau não permite a formação adequada dos motociclistas, provocando “muita indisciplina social”, o clube quer organizar a curto prazo cursos de condução avançada credenciados a nível internacional para os motociclistas de Macau. Nestes cursos, os motociclistas poderão praticar a perícia num circuito fechado, fazendo manobras difíceis de executar. “É necessário dar às pessoas mais alguma coisa do que andar no pára-arranca de Macau”, notou.

      José Rodrigues indicou que a organização deste tipo de cursos está bem encaminhada e já há um espaço onde os realizar, mas não quis revelar mais pormenores. Depois de lançado o curso, o clube vai tentar obter apoio governamental para o desenvolver.

      REGRESSO DAS MOTOS À GUIA É BOA NOTÍCIA

       

      Este ano, a organização do Grande Prémio voltou a apostar na prova de motos. Nas últimas duas edições da corrida da Guia a prova não se realizou devido aos constrangimentos ligados à pandemia. Esta é “uma muito boa notícia”, considerou José Rodrigues. “É como se fosse uma prenda que recebemos indirectamente”, afirmou.

      O responsável lembrou que a corrida de motos tem história em Macau: “Vêm aqui os melhores corredores do mundo e toda a gente adora o circuito e reconhece o seu perigo”. “Mesmo sendo profissionais, os próprios condutores estão sob pressão considerável dada a natureza do circuito”, salientou.

      Ainda assim, o presidente do clube lamentou que, dadas as restrições ligadas à pandemia, não haja o ambiente de outros tempos. “Com estas restrições, existe pouco envolvimento e nós, motociclistas, estávamos habituados a conviver com as equipas que vinham. Havia uma comunicação muito maior. Agora, em circuito fechado, é quase só como se fôssemos ao cinema. Pode ser que no próximo ano haja maior convívio”, notou.