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      Plano para desenvolvimento de base de dados de língua gestual adiado devido à pandemia

      O Instituto de Acção Social (IAS) decidiu adiar a implementação do plano de desenvolvimento de uma base de língua gestual devido à situação pandémica. Contudo, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang, o IAS diz que tem vindo a promover de forma activa o desenvolvimento dos serviços de língua gestual.

       

      O Governo informou que decidiu adiar a implementação do plano de desenvolvimento de uma base de língua gestual devido à situação pandémica. Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang, o Instituto de Acção Social (IAS) indicou que a implementação do “plano de desenvolvimento de base de linguagem gestual”, que tem como objectivo “construir uma base de dados lexicais de língua gestual da RAEM, para desenvolver o fundo lexical e promover a localização e padronização lexical na RAEM”, foi adiado devido “ao impacto da pandemia de Covid-19”.

      Na resposta, Hon Wai, presidente do IAS, sublinha que o Governo de Macau segue uma política de “servir melhor a comunidade e construir uma sociedade inclusiva”. “O Governo da RAEM tem-se dedicado à criação de um ambiente acessível de informação e a promover, de forma activa, o desenvolvimento dos serviços de língua gestual, por forma a apoiar as pessoas portadoras de deficiência auditiva na comunicação, interacção e percepção”, lê-se na resposta de Hon Wai.

      O IAS assinala também que, nos últimos anos, tem aumentado o número de vagas subsidiadas para o recrutamento de intérpretes de língua gestual em duas instituições de serviços para pessoas com deficiência auditiva, apoiando-as a iniciar o serviço de interpretação de língua gestual por videochamadas, com a finalidade de “reduzir o tempo de deslocação de intérpretes até ao local de prestação de serviços e elevar a eficácia dos serviços prestados a essas pessoas”. Actualmente, existem mais de 70 serviços públicos, organizações públicas e unidades da linha da frente que disponibilizam o serviço de língua gestual por videochamadas, sublinha o IAS.

      As autoridades lembram também que, desde 2020, a Chinese University of Hong Kong e a Beijing Normal University têm organizado cursos de formação para intérpretes de língua gestual, “de modo a aumentar a forma sistemática das suas habilidades”.

      O instituto diz também que tem apoiado organizações não-governamentais de pessoas com deficiência auditiva na promoção da língua gestual. Além disso, diz o IAS, têm sido elaborados materiais de vídeo didáticos de língua gestual.

      O IAS conclui lembrando que, em 2017, começou a cooperar com a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública na realização do “Curso de formação de língua gestual para trabalhadores da linha da frente”, tendo sido alargada em 2019 a formação para outros trabalhadores da linha da frente, designadamente de empresas de autocarros, de telecomunicações ou de sociedades gestoras de aeroportos, etc., “para que esses possam ter a capacidade de manter uma simples comunicação em língua gestual e prestar serviços atempados às pessoas necessitadas”.