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      InícioCulturaLuísa Petiz ‘volta’ a Macau para expor em Ka-Hó

      Luísa Petiz ‘volta’ a Macau para expor em Ka-Hó

      A proposta “Selos de Passagem” revela 17aguarelas de Macau e da China pintadas pela artista portuguesa que vão estar patentes na galeria do projecto “Hold On To Hope” da ARTM na antiga leprosaria de Ka-Hó. Com esta exposição, a inaugurar no próximo domingo, a pintora conclui assim o seu livro de viagens, “cheio de emoções e memórias dos últimos três anos”, ela que regressou este ano a Portugal.

      A arquitecta e artista Luísa Petiz volta a expor as suas aguarelas em Macau. Desta vez, o local escolhido é a galeria do projecto “Hold On To Hope” da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM) na antiga leprosaria de Ka-Hó. “Selos de Passagem” é a proposta da portuguesa, uma exposição que contará com 17 aguarelas de Macau e da China que abre ao público no próximo domingo, dia 13 de Novembro, e estará patente até dia 11 de Dezembro.

      De acordo com o manifesto da exposição, a ideia surge de uma mudança muito recente na sua vida – o regresso a Portugal -, e da saudade de recordar os tempos de Macau. “Luísa Petiz decidiu fazer algo mais pessoal para completar essa jornada’ e esta foi uma homenagem à saudade e à distância. Foi algo que teve significado para ela e para aqueles que ainda estão aqui e que vivenciam essas sensações em seu quotidiano”, pode ler-se.

      Com esta exposição, a pintora conclui assim o seu livro de viagens, cheio de emoções e memórias dos últimos três anos.“Não fecho a porta porque vou com certeza voltar à Ásia, ainda há tanto para explorar e oportunidades para agarrar, mas concluo uma fase da minha vida agora que vim para Portugal, depois de três anos em Macau”, afirmou Luísa Petiz ao PONTO FINAL.

      A artista espera agora que os visitantes da exposição se identifiquem com ela e com cada imagem, desejando que cada um “possa compartilhá-las com sua família e amigos, onde quer que estejam. Neste contexto, Luísa Petiz desafia-o a partilhar uma imagem ou memória de Macau através de um postal de forma a quebrar a barreira da distância e comunicar, desta forma única e pessoal, que com o tempo começou a desaparecer, com todos aqueles de que têm saudades. Um postal que será mais do que apenas uma mensagem. É uma memória, uma lembrança, é nostalgia”, refere ainda o manifesto da mostra.

      Ao nosso jornal, Luísa Petiz admite que quando veio para Macau “foi sempre com a ideia de ser uma estadia curta”. Ainda assim, admite “que poderia não ter sido tão breve”. “Tinha muitas saudades da minha família e a minha saúde mental não aguentava mais quarentenas”, notou ainda.

      O presidente da ARTM, Augusto Nogueira, também quis destacar o trabalho de Luísa Petiz e a honra de o ter exposto nas paredes da galeria da ARTM. “Acho que esta exposição,através deste traço suave e detalhado, nos transporta para uma certa nostalgia, onde as memórias serão o sorriso perante uma tristeza que invade a corrente realidade”, afirmou em declarações ao PONTO FINAL.

      A artista estreou-se em exposições em Macau, em 2021, com a mostra “Macau em Aguarelas”, uma exposição de 20 trabalhos integrada no âmbito da iniciativa “Junho – Mês de Portugal na RAEM” na chancelaria do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong. Posteriormente, já este ano, em Março, na Fundação Rui Cunha, Luísa Petiz revelou “Um Olhar Sobre o Oriente” com 33 aguarelas sobre a paisagem quotidiana de Macau e arredores.

      Luísa Petiz nasceu em Lisboa, Portugal, em 1995. É uma arquitecta, formada pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa (FAUTL) em 2018, que actualmente se dedica quase em exclusivo ao trabalho em design de interiores e ao desenho de ilustração em aguarelas, com especial atenção para a cultura oriental.