Edição do dia

Sexta-feira, 19 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
26.8 ° C
27.9 °
26.5 °
89 %
8.8kmh
40 %
Sex
28 °
Sáb
28 °
Dom
25 °
Seg
24 °
Ter
26 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeNúmero de queixas de violência doméstica aumentou no primeiro semestre

      Número de queixas de violência doméstica aumentou no primeiro semestre

      O número de queixas referentes a casos suspeitos de violência doméstica aumentou 3,5% no primeiro semestre deste ano, comparativamente ao período homólogo do ano passado. Segundo um relatório publicado pelo Instituto de Acção Social (IAS), a percentagem de denúncias que acabam por se confirmar como casos suspeitos de violência doméstica é apenas de 1,1%.

      Entre Janeiro e Junho deste ano, foram feitas 1.335 comunicações acerca de casos suspeitos de violência doméstica, o que revela um aumento de 3,5% em comparação com o período homólogo do ano passado, quando se registaram 1.289 denúncias. Os dados foram revelados pelo Instituto de Acção Social (IAS) no relatório semianual de 2022 do Sistema Central de Registo de Casos de Violência Doméstica.

      O relatório, publicado pelo IAS na sua página na internet, refere também que no segundo semestre de 2021 se registaram 1.205 comunicações de suspeitas de violência doméstica. Ou seja, no primeiro semestre de 2022 registaram-se mais 10,7% de denúncias em comparação com o segundo semestre do ano passado.

      O IAS também revela que, do total de 1.335 comunicações recebidas no primeiro semestre deste ano, apenas 15 se confirmaram como casos suspeitos de violência doméstica, isto é, 1,1% do total. No primeiro semestre do ano passado, o número de casos confirmados como suspeitos foi de 36, o que significa uma taxa de 2,8%. No segundo semestre de 2021, a taxa foi de 3,7%.

      De entre os 15 casos suspeitos durante os primeiros seis meses deste ano, cinco tiveram a ver com violência contra crianças, cinco relativos a violência contra esposas, quatro eram de violência contra esposos e um de violência contra idosos.

      No relatório, o IAS faz também um retrato das vítimas de violência doméstica e indica que, entre os casos de violência contra crianças, a maioria das vítimas são do sexo feminino, contando-se um total de três cuja faixa etária se situa entre os 7 e 17 anos, num total de quatro casos correspondente a 80%; todas as vítimas são portadoras do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM e quatro nasceram em Macau.

      Entre os casos de violência conjugal, a maioria das vítimas são do sexo feminino – sete no total; cinco vítimas da faixa etária entre os 25 e 64 anos; todas as vítimas são portadoras do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM e cinco nasceram no interior da China.

      O IAS também detalha o nível de educação das vítimas: a maioria das vítimas completaram o ensino secundário elementar até à licenciatura ou superior. Quanto à situação actual do emprego das vítimas: quatro têm trabalho a tempo inteiro e as vítimas moram principalmente na Zona Norte de Macau.

      Por outro lado, o relatório do IAS também descreve os agressores. Nos casos de violência contra crianças, a maioria dos agressores são do sexo feminino e da faixa etária entre os 45 e 54 anos. Todos os agressores são residentes de Macau. No que toca à violência conjugal, a maioria dos agressores são do sexo masculino, da faixa etária entre os 25 e 44 anos. Também neste caso os agressores são maioritariamente portadores de Bilhete de Identidade de Residente de Macau. A maioria dos agressores também mora na Zona Norte da cidade.

      Em relação aos factores causadores de violência contra crianças por parte de agressores, o relatório refere que os principais são resultantes de “distúrbios/descontrole de emoções” e de “recordações da infância/presença da violência doméstica”. Nos casos de violência conjugal, os principais factores que promovem actos violentos são os “distúrbios/descontrole de emoções”, a “concordância com a utilização da violência”, a “absorção exagerada no jogo” e o “suspeito/deficiência mental”.

      No que concerne às relações familiares e à vida familiar, o relatório do IAS diz que, nos casos de violência contra crianças, o principal factor é o “aparecimento de obstáculos na comunicação entre os pais e filhos”, o “aparecimento de dificuldades na educação dos filhos” e as “dificuldades na comunicação entre os cônjuges”; nos casos de violência conjugal, os principais factores devem-se a “dificuldades na comunicação entre os cônjuges” e ao “adultério ou a suspeição de adultério.

      Relativamente às necessidades de serviços após a ocorrência dos casos da violência, nos casos de violência contra crianças, as principais necessidades de serviços são o aconselhamento individual/familiar, o aconselhamento na escola e o “lar para crianças e jovens”; nos casos de violência conjugal, as principais necessidades são o aconselhamento individual/familiar, o serviço de acolhimento urgente e recorreu-se aos serviços médicos em dois casos.