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      InícioSociedadeCTM e China Telecom asseguram licenças para serviço 5G

      CTM e China Telecom asseguram licenças para serviço 5G

      O Governo concedeu à CTM e à China Telecom as licenças para operar serviços de 5G. CTM e China Telecom, recorde-se, foram as duas únicas empresas a apresentar projectos no âmbito do concurso. A CTM promete investir, até 2027, mais de mil milhões de patacas. Já a China Telecom promete um investimento total de 469 milhões nos próximos cinco anos.

      A Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) e a China Telecom (Macau) Limitada são as operadoras escolhidas para providenciar serviços de 5G nos próximos oito anos. A decisão do Governo foi publicada ontem em Boletim Oficial.CTM e a China Telecom eram as duas únicas empresas a concurso, que tinha sido lançado a 30 de Junho.

      As empresas tinham de apresentar um plano de operações para os próximos cinco anos e, de acordo com o plano da CTM, publicado anexo também em Boletim Oficial, o objectivo passa por um investimento total de mais de mil milhões de patacas nesse período.

      Em concreto, a CTM promete investir, até 2027, 215 milhões de patacas na rede core de 5G, mais 747 milhões na rede ‘wireless’ 5G. Além disso, fará também um investimento total de 33 milhões de patacas no melhoramento dos sistemas de facturação e de 24 milhões no desenvolvimento da plataforma de produtos.

      A China Telecom, por outro lado, vai investir menos: 469 milhões de patacas até 2027. A empresa vai investir 362 milhões de patacas na rede sem fios, mais 72 milhões na rede nuclear e ainda 35 milhões no sistema de suporte.

      As operadoras detalharam também os seus planos relativamente aos trabalhadores. A CTM diz que, até 2027, irá ter um total de 1.008 trabalhadores, com uma proporção de pessoal residente a chegar aos 74,1%. Por outro lado, a China Telecom assume o compromisso de ter, daqui a cinco anos, 240 trabalhadores, 65% dos quais residentes locais.

      As duas empresas ficam assim obrigadas, por exemplo, a construir um sistema capaz de atingir uma cobertura de 50% do território, com boa qualidade, no prazo de 12 meses a contar da data da emissão da licença. As operadoras terão de providenciar, nos 18 meses seguintes, a cobertura, com boa qualidade, da totalidade do território mediante a construção do sistema, por iniciativa própria, em conjunto com outras partes ou através de partilha.

      Entre outras obrigações, as operadoras ficam também obrigadas a tomar as medidas necessárias para proteger o sigilo das comunicações dos serviços prestados, bem como para a protecção de dados pessoais e da reserva da vida privada. A CTM e a China Telecom devem também manter na RAEM os meios humanos, técnicos, materiais e financeiros necessários à prestação das actividades licenciadas.

      CTM VAI DISPONIBILIZAR SERVIÇOS DE ROAMING 5G PARA 60 DESTINOS

      No despacho do Boletim Oficial, a CTM diz que prestará serviços de telecomunicações móveis de 5G com base em três pilares fundamentais: qualidade e preço acessível, simplicidade e flexibilidade. “No primeiro ano da licença, a CTM introduzirá uma gama variada de serviços inovadores de valor acrescentado e soluções inteligentes, permitindo que tanto clientes empresariais como individuais experimentem os benefícios dos serviços de telecomunicações móveis de 5G, incluindo serviços relacionados com a IoT, jogos em nuvem e conteúdos multimédia de alta qualidade”, indica a empresa, que acrescenta também que, numa cidade internacional de turismo e lazer como Macau é indispensável disponibilizar o serviço itinerante (roaming) internacional de 5G, pelo que a CTM procurará acelerar o roaming internacional de 5G em variados países ou regiões.

      Assim, quando os serviços de telecomunicações móveis de 5G forem oficialmente introduzidos, serão disponibilizados serviços de roaming de 5G com o interior da China, Hong Kong e outros 58 destinos importantes. Durante o primeiro ano da licença, a CTM planeia disponibilizar roaming internacional de 5G em, pelo menos, 90 países ou territórios, prevendo-se que os destinos de roaming internacional de 5G ultrapassem os 200 nos quatro anos seguintes.

      O custo médio por gygabite (GB) do plano básico do serviço de telecomunicações móveis de 5G da CTM será inferior ao custo médio por GB do plano básico do serviço de telecomunicações móveis de 4G existente, garante a operadora, acrescentando que, para atender às necessidades dos clientes, disponibilizará também um plano básico do serviço de telecomunicações móveis de 5G compartilhado por três regiões.

      Nos quatro anos seguintes, a CTM continuará a fornecer mais serviços de valor acrescentado excelentes e inovadores aos seus clientes de serviços de telecomunicações móveis de 5G. A CTM tirará partido das características da sua rede de telecomunicação móveis de 5G para desenvolver aplicações inovadoras, incluindo conteúdos audiovisuais ricos e de qualidade, tais como áudio e vídeo de alta definição, realidade virtual (VR), realidade aumentada (AR) e outros conteúdos e aplicações“, lê-se no despacho. Além disso, a CTM assegura que irá cooperar com outras partes interessadas da indústria para conjuntamente desenvolver aplicações comerciais de 5G adequadas às necessidades das pequenas e médias empresas, grandes empresas e do Governo da RAEM, de forma a contribuir para a transformação digital e continuar a optimizar a plataforma de IoT de 5G, promover redes privativas de 5G e suportar variadas aplicações inteligentes de 5G.

      CHINA TELECOM FOCA-SE NA REDE DE BANDA LARGA DE ALTA VELOCIDADE

      A China Telecom também explanou os seus planos. Segundo a empresa, “aproveitando a vantagem da velocidade da rede 5G, será acentuado, entre outros, o desenvolvimento de uma rede de banda larga sem fios de alta velocidade, de um fluxo de media de vídeo de alta-definição, com o objectivo de formar novos produtos de consumo populares”.

      No primeiro ano, no que se refere à rede e qualidade dos serviços, a China Telecom Macau privilegiará as metas de eficiência, digitalização, abertura na construção da rede 5G, “para satisfazer as necessidades da evolução a longo prazo da rede pública de telecomunicações móveis terrestres”. “O processo de construção terá em atenção a grande capacidade, a ampla cobertura e a necessidade de funcionamento compatível das redes 4G e 5G, para materializar uma gestão inteligente e estrategicamente integrada de utilizadores, respondendo às necessidades de diferentes clientes”, diz a China Telecom.

      Nos anos seguintes, o objectivo da China Telecom Macau será fornecer aos clientes de sectores verticais “serviços de informação integrados e personalizados, bem como soluções completas que associam a rede, a computação de borda, a cloud e as aplicações, através da personalização de redes, da inteligência no processamento de dados, da assistência da cloud e da liberdade na escolha de aplicações, satisfazendo assim a necessidade dos clientes por uma «integração da rede e da cloud e personalização segundo as suas necessidades»”.

      CTM vai lançar 5G na próxima segunda-feira

      Após o anúncio da atribuição de uma das licenças 5G à CTM, a empresa adiantou que vai começar a lançar os serviços 5G a partir da próxima segunda-feira. Os clientes poderão efectuar o pré-registo através dos canais online e offline. Citada em comunicado, Ebel Cham, vice-presidente da CTM, disse que a empresa já formulou vários planos de serviços 5G. “No futuro, aproveitando as vantagens da 5G Network CloudConvergence, a CTM irá desenvolver e introduzir aplicações mais inteligentes que satisfaçam as necessidades de Macau, a fim de acelerar o desenvolvimento do Digital Macau em pleno andamento”, afirmou a empresa.