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      Moeda chinesa recua face ao dólar para valor mais baixo desde crise de 2007

      A moeda chinesa, o yuan, caiu ontem para o nível mais baixo em relação ao dólar norte-americano desde 2007, depois de o líder chinês, Xi Jinping, obter um terceiro mandato e elevar aliados a posições chave.

      Um dólar valia ontem 7,3060 yuans no encerramento do mercado na China – o nível mais baixo desde o final de 2007 e uma queda de cerca de 16%, em relação ao pico atingido em março passado. A taxa de câmbio no mercado internacional (‘offshore’) situou-se em 7,3345 yuan.

      A moeda chinesa não é inteiramente convertível. O banco central chinês estabelece diariamente uma taxa de paridade para o valor do yuan em relação ao dólar norte-americano. A moeda chinesa pode oscilar até 2% face a essa taxa de referência. A taxa de câmbio oficial estabelecida pelo Banco Popular da China passou de 7,1230, na segunda-feira, para 7,1668 ontem.

      A depreciação do yuan surge um dia depois de a Bolsa de Valores de Hong Kong ter afundado 6,3%, para o nível mais baixo desde 2009.

      Analistas consideram que a nova formação do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês aumentou o risco para as acções das empresas chinesas, face à ausência de reformistas económicos orientados para o mercado.

      Xi Jinping garantiu um terceiro mandato como secretário-geral do Partido Comunista, no domingo, após o encerramento do 20.º Congresso da organização. A nova formação da cúpula do poder no país asiático passou a integrar quatro aliados seus e excluiu o primeiro-ministro, Li Keqiang, e o vice-primeiro-ministro Hu Chunhua. Os dois eram vistos como os únicos representantes da fação do ex-presidente Hu Jintao, que foi no sábado aparentemente forçado a deixar o congresso, durante a sessão de encerramento.Xi afastou assim do topo do poder os representantes da Liga da Juventude Comunista, considerada a fação mais liberal e pragmática da liderança do país.

      Várias das reformas económicas lançadas por Xi Jinping, nos últimos meses, no âmbito da Campanha de Prosperidade Comum, reverteram décadas de liberalização económica, visando recuperar o que Xi designou como a “missão original” do Partido Comunista.

      Na abertura do congresso, o líder chinês pediu “melhor regulação dos mecanismos de acumulação de riqueza” e a “prevenção da expansão desordenada do capital”, sinalizando crescente escrutínio sobre o capital privado. A política de ‘zero casos’ de covid-19 e uma crise de liquidez no setor imobiliário abalaram também a confiança na economia chinesa.

      A queda do yuan é também motivada pelo rápido aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, o que leva os investidores a converterem dinheiro em dólares, na tentativa de obter melhores retornos. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau