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      Quinta da Marmeleira aposta forte na edição deste ano da MIF  

      Grandes planos para a empresa chinesa com sede em Portugal. Liderada pelo empresário Wu Zhiwei, a Quinta da Marmeleira prepara-se para construir uma nova adega para enoturismo, bem como criar uma agência de viagens que leve chineses a Portugal e portugueses à China. O empresário do ramo vinícola aplaude a organização da edição deste ano da Feira Internacional de Macau que encontrou forma de “ajudar as empresas a aliviar as suas dificuldades e reanimar a economia”.

       

      A Quinta da Marmeleira participa pela quarta vez na Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa), mas na 27.ª edição a vitivinícola aposta ainda mais forte. Ao contrário de anos anteriores, a empresa portuguesa de capital chinês não só terá uma área de exposição dedicada, como também partilhará as realizações e perspectivas da empresa com os seus parceiros e distribuidores através de apresentações ao vivo e em vídeo.

      Este ano, os oito vinhos da Quinta da Marmeleira, que se situa na zona de Alenquer às portas de Lisboa, em Portugal, estão disponíveis na plataforma de comércio electrónico de grande escala do China, bem como em muitos hotéis e restaurantes.

      Lançada em 2015, a Quinta da Marmeleira produz mais de 200 mil garrafas de vinho, principalmente para exportação para o mercado do interior da China.

      Wu Zhiwei, dono da empresa, considera que a MIF, bem como todas as suas exposições anexas, “são plataformas importantes para o desenvolvimento do conceito ‘um centro, uma plataforma e uma base’ em Macau”, e são, sublinha o empresário, “também meios importantes para promover o desenvolvimento moderado e diversificado da economia de Macau”.

      O empresário, que revelou aos jornalistas que está em andamento o processo de construção de uma nova adega para enoturismo e “dar a conhecer aos turistas chineses todo o processo de produção de vinhos, da uva ao produto final”, enfatizou o facto da edição deste ano da feira não só estar a ajudar as empresas de Macau a explorar oportunidades de negócio, “como também acrescentou uma experiência digital ao incorporar tecnologia 5G na transmissão e digressão ao vivo, o que facilitou às empresas, especialmente às pequenas e médias empresas, alavancarem projectos relevante”. “O Governo da RAEM tomou medidas fortes para ajudar as empresas a aliviar as suas dificuldades e reanimar a economia, o que certamente irá aumentar a confiança das empresas de Macau”, notou ainda Wu Zhiwei.

      O dono da vitivinícola destacou ainda o discurso de Xi Jinping durante o 20.º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC). “Foi encorajador. Estou muito entusiasmado com as palavras do Presidente Xi, que nos dá uma direcção clara para o desenvolvimento do nosso país e de Macau”, aplaudiu, lembrando que o território “é apoiado para se integrar melhor no desenvolvimento global” da China, bem como “a desempenhar um papel melhor na realização do grande rejuvenescimento da nação chinesa”.

      Por último, Wu Zhiwei fez questão de frisar que a Quinta da Marmeleira responde, sem reservas, à iniciativa “Faixa e Rota”, bem como à plataforma sino-portuguesa de cooperação empresarial. “Plantando castas de qualidade em Portugal e criando a nossa própria marca, os nossos produtos vinícolas têm sido vendidos em Macau, no continente e no estrangeiro, e são amplamente reconhecidos pelos consumidores”, referiu.

      O empresário explicou aos jornalistas que o passo seguinte, passa por “aumentar vendas e a promoção dos produtos”, assim como haverá tempo para reforçar a reputação da marca. “Ao mesmo tempo, iremos acelerar ainda mais a integração profunda com o turismo e a agricultura, o turismo cultural e o lazer, bem como o intercâmbio cultural e desportivo para promover a difusão da cultura chinesa em Portugal”, disse, anunciando que a empresa se prepara para lançar uma agência de viagens que servirá para “estabelecer uma ponte de ligação entre Portugal e China”. “O objectivo é levar pessoas da China continental a Portugal para conhecer o país e a cultura e também levar portugueses a conhecer a China. Quero ajudar mais empresas e produtos portugueses a investir e vender na China, e esforçar-nos por construir uma ponte para a cooperação empresarial e o intercâmbio cultural entre a China e Portugal, de modo a contribuir para o desenvolvimento económico moderado e diversificado de Macau e para o renascimento da nação chinesa”, concluiu, desejando que a pandemia de Covid-19 melhore e que os voos retomem o ritmo normal para levar turistas a visitar terras lusas.