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      InícioLusofoniaBolsonaro volta a lançar dúvidas sobre urnas

      Bolsonaro volta a lançar dúvidas sobre urnas

      O Presidente brasileiro e candidato à segunda volta das presidenciais, Jair Bolsonaro, voltou ontem a lançar dúvidas sobre o processo eleitoral no país e pediu aos seus apoiantes que fiquem nas secções após votarem.

      “No próximo dia 30, de verde e amarelo, vamos votar e vamos permanecer na região da seção eleitoral até a apuração dos resultados. Tenho certeza que o resultado será aquele que todos nós esperamos, até porque o outro lado não consegue reunir ninguém”, declarou, citado na imprensa local, num ginásio na cidade de Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul. “Todos nós desconfiamos. Como pode aquele cara ter tantos votos, se o povo não está ao lado dele”, acrescentou.

      Horas antes deste discurso, a imprensa local deu conta que as Forças Armadas brasileiras não encontram irregularidades no processo eleitoral de 2 de Outubro, num relatório que a Jair Bolsonaro não quer tornar público. De acordo com a imprensa local, as conclusões do trabalho foram apresentadas a Jair Bolsonaro por parte do Ministério da Defesa.

      Bolsonaro deverá agora apenas ver divulgado um relatório final, incluindo também a segunda volta das eleições agendadas para 30 de Outubro. Bolsonaro tem repetidamente levantado dúvidas, infundadas, sobre a fiabilidade das urnas eletrónicas no Brasil.

      Um dia depois da primeira volta, o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu que as autoridades cumpriram a missão de transparência nas eleições. Ainda em Pelotas, Jair Bolsonaro, disse que o país terá de escolher entre “o primeiro mundo” e a “escumalha comunista”.

      Bolsonaro, em campanha para as eleições de 30 de Outubro, voltou a levantar o espectro do comunismo num comício no Rio Grande do Sul, um estado limítrofe da Argentina, e utilizou a crise económica do país vizinho para atacar Lula. “Temos uma data à nossa frente que marcará o futuro de todos e na qual teremos de decidir se queremos um mercado livre ou uma interferência estatal, se queremos um país alinhado com o primeiro mundo ou com a escumalha comunista”, disse.

      Bolsonaro tem uma relação tensa com o Presidente da Argentina, Alberto Fernandez, ele próprio muito próximo de Lula, e insistiu que quando as últimas eleições se realizassem naquele país ele previu que a vitória do líder progressista causaria um “desastre” económico. Também advertiu que “o que está a acontecer nesses países, no Chile, na Colômbia e na nossa Nicarágua” poderia também acontecer no Brasil.

      Luiz Inácio Lula da Silva venceu a primeira volta das eleições com 48,4% dos votos e Jair Bolsonaro recebeu 43,2%, pelo que os dois candidatos terão de se enfrentar numa segunda volta marcada para 30 de outubro. Uma sondagem divulgada ontem pelo instituto Ipec, indica que Lula da Silva tem 51% das intenções de voto e que Jair Bolsonaro tem 42%.

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau