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      Companhia aérea espera redução de quarentenas para recuperação da indústria aérea e turística

      A companhia aérea Starlux, que opera voos entre Macau e Taiwan, acredita que é preciso as autoridades da RAEM encurtarem o período de observação médica para quem vem do exterior, tendo em conta que as regiões vizinhas já levantaram as restrições de entrada para receber visitantes e obtiveram uma retoma turística e do sector aéreo. A empresa prevê ainda abrir mais voos de Macau para Taiwan no próximo ano.

       

      Devido ao sucessivo relaxamento das medidas de prevenção de epidemia em países ou regiões vizinhas, nomeadamente as restrições de entrada e saída para turistas, a companhia aérea Starlux, que opera a ligação de voos entre Macau e Taiwan, disse esperar que o período de observação médica seja reduzido para quem chega ao território do exterior.

      O gerente geral da sucursal de Macau da empresa, Fong Wai, notou a necessidade de abertura, mesmo que gradual, da fronteira uma vez que a maioria dos países asiáticos já decidiu implementar um levantamento das medidas de circulação transfronteiriça, o que também levou ao aparecimento de sinais de recuperação na indústria aérea e turística.

      “Tanto no nordeste da Ásia como no sudeste da Ásia, muitos locais começaram a diminuir as restrições de entrada para quem vem de fora, e até abriram completamente as suas fronteiras. Portanto, o negócio da nossa empresa no futuro próximo, como os outros, vai focar-se nas rotas nas regiões acima mencionadas”, afirmou o gerente, citado pelo All About Macau.

      O responsável admitiu que as restrições de entrada no território não são consideradas favoráveis ao movimento das pessoas entre Macau e Taiwan, enquanto um destino turístico vizinho e popular. “Sem dúvida que esperamos que as autoridades possam ajustar as medidas, sobretudo encurtando o número de dias de quarentena obrigatória ao entrar em Macau”, salientou. No entanto, Fong considera que as políticas têm de ser recíprocas e ambas as partes devem mostrar boa vontade, sendo que as pessoas vindas de Taiwan são sujeitas a quarentena em Macau, bem como as pessoas de Macau estão com restrições de entrada em Taiwan com finalidade turística.

      Nesse sentido, segundo sublinhou o representante da empresa aérea, assim que Macau abrandar as restrições de prevenção da epidemia, espera-se que mais residentes voltem a visitar Taiwan, e que o número de voos entre Macau e Taiwan também aumente.

      A companhia Starlux prevê acrescentar mais voos de Macau para Taiwan no início do próximo ano, em dois voos por dia. Fong revelou ainda que, se os dois locais retomarem a circulação normal, poderá considerar fortalecer a ligação aérea com três ou mais voos diários.

      “Ao contrário do que acontecia no passado, a tendência dos turistas de Macau que visitam Taiwan é como fazer uma viagem curta, parecido com um ‘getaway‘ de dois dias aos fins-de-semana, para relaxar, e alguns turistas chegam a voar para Taiwan três a quatro vezes por ano, semelhante ao modo como os turistas de Macau costumavam visitar Hong Kong nos fins de semana”, observou.

      O responsável referiu ainda o plano da empresa e destacou que, no futuro, os turistas de Macau poderão optar por ir viajar para outros locais através de uma escala em Taiwan. “Tomando como exemplo a rota de Macau para o Japão, acredita-se que o preço dos voos de Macau para Taiwan e Taiwan para o Japão seja inferior ao voo directo”, frisou.

      De acordo com os dados estatísticos da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), quer nos últimos dois anos, quer antes do surgimento da Covid-19, Taiwan tem sido parte dos principais mercados de turistas vindos de Macau, seguindo sempre o interior da China e Hong Kong, e marcou mais de um milhão de entradas de turistas em 2019. Por outro lado, Taiwan também é um destino muito escolhido pelos visitantes de Macau, segundo a DST, com cerca de 90 mil pessoas a visitar Taiwan todos os anos antes da pandemia.

      Está actualmente implementada uma medida de quarentena obrigatória para quem vem de Hong Kong, Taiwan e outros países estrangeiros, de sete dias, acrescida de três dias de autogestão da saúde. Recorde-se que, desde o mês passado, muitas regiões vizinhas anunciaram levantamentos de restrições de entrada, de forma a permitir a circulação das pessoas e recuperação turística. Hong Kong e a Coreia do Sul revogaram a obrigação de cumprir quarentena para quem chega ao território, enquanto o Japão retomou o turismo individual e isentou a apresentação de certificado de teste de ácido nucleico na entrada no país.