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      Descendentes de Stanley Ho correm risco de perder licenças de jogo em Portugal

      Apesar de terem concorrido para mais um novo contrato de 15 anos em ambos os casinos que explora, o grupo empresarial Estoril-Sol poderá estar em vias de perder uma concessão que dura há mais de 60 anos. A empresa concorrente, Bidluck SA, terá, de acordo com notícia avançada por um jornal português, avançado com uma proposta superior.

       

      O grupo empresarial Estoril-Sol, fundado pelo malogrado magnata do jogo Stanley Ho, poderá estar prestes a perder uma concessão de mais de 60 anos para exploração do jogo que engloba o Casino Estoril e o Casino Lisboa, ficando de fora o Casino da Póvoa.

      O diário português Jornal de Negócios avançou estes dias que a família Ho poderia estar em vias de perder a exploração dos casinos de Lisboa e Estoril para outro grupo estrangeiro, cujo nome não fora divulgado, por este ter apresentado a concurso uma proposta mais elevada que empresa com ligações a Macau. No entanto, ontem, o jornal Público, escreveu que o concorrente da Estoril-Sol é uma empresa espanhola, com sucursal em Leiria, que terá apresentado mais de 20 milhões de euros no concurso público em curso para ficar com as duas salas de jogo no distrito de Lisboa.

      O prazo para apresentação de propostas para a concessão de exploração das áreas de jogo de Lisboa e do Estoril, da responsabilidade da Estoril-Sol, e da Figueira da Foz, nas mãos do grupo Amorim, terminou no passado dia 30 de Setembro, com duas propostas apresentadas.

      Um representante do Ministério da Economia e do Mar do Governo de Portugal recusou-se a comentar à imprensa portuguesa, referindo apenas que “o prazo para a apresentação de propostas para a concessão da exploração das zonas de jogo do Estoril e da Figueira da Foz terminou na passada sexta-feira, dia 30 de Setembro (…) encontrando-se, neste momento, o júri a analisar as mesmas”.

      As concessões dos casinos teriam uma duração contratual de 15 anos, renovável por mais cinco anos. Recorde-se que cerca de 57,8% do grupo Estoril-Sol é controlado pela Finansol, uma entidade detida pelos descendentes de Stanley Ho, sendo o restante da empresa detido pelo grupo Amorim Turismo (32,7%) através da Sociedade Figueira Praia e o remanescente detido por vários pequenos accionistas. Pansy Ho, a filha mais velha da segunda mulher de Stanley Ho, é a presidente do Estoril-Sol.

      As autorizações de exploração das salas de jogos do Estoril e de Lisboa, bem como a da Figueira da Foz, que está nas mãos da Amorim Turismo, deveriam ter terminado no final de 2020, mas foram prorrogadas por mais dois anos devido à pandemia de Covid-19.

      O Casino Lisboa, inaugurado em 19 de Abril de 2006, gerou receitas brutas de 1.097 milhões de euros desde a sua abertura, sendo a grande maioria obtida através de ‘slot machines’. Até agora, envolveu um investimento global de 120 milhões de euros. Só o Casino Lisboa pagou ao Estado português um total de 582,1 milhões de euros e entregou prémios no mesmo período de 5.330 milhões de euros.

      O grupo Estoril-Sol encerrou 2021 com 80,6 milhões de euros em receita líquida e um salto de 9% em relação ao ano anterior, com os resultados operacionais (EBITDA) do Grupo aumentando 108% para 10,6 milhões de euros.

      Para já, a família de Stanley Ho apenas tem a certeza de continuar a operar o Casino da Póvoa, no norte de Portugal, bem como licenças de jogo online e apostas desportivas.