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      Início Sociedade IC vai reavaliar restrições para permitir desenvolvimento turístico do Pátio da Claridade

      IC vai reavaliar restrições para permitir desenvolvimento turístico do Pátio da Claridade

      O Instituto Cultural (IC) queria limitar o desenvolvimento do Pátio da Claridade, na Barra, de forma a preservar o património. No entanto, a planta de condições urbanísticas da zona foi analisada ontem na reunião plenária do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) e foram vários os membros que pediram às autoridades para flexibilizar as restrições de construção de forma a permitir o desenvolvimento turístico. Depois de ouvir as opiniões dos membros do CPU, o IC prometeu reavaliar as restrições. Rui Leão, arquitecto que trabalha com o proprietário do espaço, mostrou-se satisfeito e salientou que o Governo deve dar condições aos proprietários para desenvolverem os seus projectos de forma rentável.

      O Instituto Cultural (IC) vai reavaliar as restrições de construção no Pátio da Claridade, na zona da Barra. A garantia foi dada ontem na reunião plenária do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU), onde vários membros pediram ao Governo mais condições para renovar e permitir o desenvolvimento turístico da zona.

      Este pátio contém um bairro de habitação para famílias de baixo rendimento, feito por investimento privado, no virar do século XIX para o século XX. Agora, o proprietário pretende reabilitar o bairro e desenvolver projectos turísticos e comerciais. Esse objectivo esbarrava nas limitações impostas pelo Governo na construção em altura, apesar de o pátio em causa não fazer parte da zona de protecção nem da zona tampão.

      Na reunião de ontem do CPU, foram vários os conselheiros que pediram um maior relaxamento das limitações de construção no local, de forma a permitir um maior desenvolvimento comercial e turístico da zona. “Eu acho que, mesmo que se queira preservar a zona, pode-se tomar medidas de revitalização e não devem haver tantas restrições”, disse um dos membros. “Esta é uma propriedade privada e o desenvolvimento tem de estar conforme a vontade dos proprietários, temos de pensar como é que devemos desenvolver de forma adequada e ao mesmo tempo preservar esta zona“, disse outro conselheiro.

      Perante a insistência dos vários membros do CPU, os representantes do IC acabaram por concordar em rever as disposições relativamente ao pátio, contactando novamente com o proprietário do espaço. Assim, o presidente do CPU deu como encerrada a discussão, adiando nova reunião para debater as especificações daquele local.

      RUI LEÃO SATISFEITO

      Rui Leão é o arquitecto que está a trabalhar com o proprietário do espaço. Após a reunião do CPU, mostrou-se satisfeito: “É muito positivo o que aconteceu hoje [ontem] no plenário porque demonstra que a maioria dos vogais do conselho tem consciência de que não permitir nenhum tipo de revisão do terreno e permitir que se reconstrua apenas aquelas casas – que são casas populares de há 100 anos – não dá condições suficientes para se montar uma recuperação que seja economicamente viável”.

      Salientando que, para haver uma reabilitação deste tipo de espaços, é necessário que eles sejam rentáveis, Rui Leão salientou que o Governo deve “criar condições para que seja possível aos privados implementarem projectos nos seus terrenos”. “Não existe um sistema de contrapartidas e o Governo tem de ter consciência de que, enquanto não tiver isso, não pode colocar os proprietários numa condição em que não podem desenvolver os terrenos”.

      Aos jornalistas, Rui Leão comentou que o proprietário quer “potenciar a oferta de turismo e de restauração de qualidade, hotelaria, etc.”. “A cidade não precisa de mais salinhas de leituras nem de mais galeriazinhas de arte. É preciso restaurantes de qualidade, hotéis de charme, coisas ligadas ao ‘lifestyle‘”, sugeriu.