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      Início Economia Economia de Macau deverá contrair quase 30%

      Economia de Macau deverá contrair quase 30%

      O Centro de Estudos do Departamento de Economia da Universidade de Macau (UM) apresentou ontem uma revisão à projecção macroeconómica para este ano. A previsão aponta para uma contração da economia da região entre os 26,4% e os 29,2%. As exportações de serviços deverão cair mais de 30% e a mediana dos salários deverá diminuir cerca de 1%.

       

      Foi divulgada ontem a previsão macroeconómica de Macau para este ano do Centro de Estudos do Departamento de Economia da Universidade de Macau (UM). No documento enviado às redacções, o centro prevê uma contração da economia entre os 26,4% e os 29,2%. Por outro lado, o centro da UM aponta que as exportações de serviços irão cair entre 31,3% e 33,6%; e as receitas do Governo deverão situar-se entre 29,3 mil milhões e 33,3 mil milhões de patacas.

      A equipa de investigação lembra que, no primeiro semestre do ano, “as condições económicas para Macau foram extremamente difíceis”, uma vez que “o Governo da RAEM foi forçado a manter as rigorosas restrições de viagem devido aos diferentes graus de epidemia de Covid-19 nas regiões vizinhas”. A juntar a isto, durante o Verão, o Executivo local implementou um confinamento depois de um surto se ter espalhado em Macau e 14 rondas de testes de ácido nucleico em massa. “Sob as múltiplas e rigorosas medidas de controlo da epidemia, muitas actividades diárias não puderam ser realizadas, e a economia continuou a deteriorar-se”, lembrou a equipa da UM.

      O Centro de Estudos do Departamento de Economia da UM lembra que as previsões no início do ano apontavam para uma recuperação económica, tendo em conta a taxa de vacinação da população e uma eventual abertura gradual da região. No entanto, isso não se verificou e a situação piorou. “Agora que a nova variante do vírus Covid-19 se está a propagar mais rapidamente do que o esperado e que o Governo implementou medidas de prevenção e controlo mais fortes devido a isso, a situação actual não está obviamente de acordo com as previsões”, diz a projecção macroeconómica para 2022, acrescentando que, além disso, “as condições económicas externas de Macau também se alteraram significativamente, particularmente nos Estados Unidos, onde as taxas de juro foram recentemente aumentadas devido à elevada inflação”.

      Assim, a equipa de investigação foi obrigada a rever a previsão anterior em relação ao resto do ano. Em resposta a possíveis mudanças na situação epidémica e nas políticas governamentais, a equipa pôs em consideração dois cenários diferentes. O primeiro cenário pressupõe um crescimento estável no quarto trimestre de 2022 e um número de visitantes a chegar aos níveis do quarto trimestre de 2021, na ordem dos 1,95 milhões. A equipa também considera um cenário com piores condições, em que Macau enfrentará mais um mês de encerramento, com apenas 1,31 milhões de visitantes a chegar.

      Com base nestes dois cenários, a equipa da UM prevê, então, um crescimento económico negativo de 26,4% ou de 29,2%, respectivamente. Além disso, segundo as previsões, a queda nas exportações de serviços será de 31,3% ou de 33,6%. O consumo interno também vai diminuir 9,5% ou 16,7%, enquanto a taxa de inflação reduzirá entre 1% e 1,5%. Por seu turno, a mediana do salário mensal reduzirá entre 0,6% e 1,6%. A taxa de desemprego dos residentes no final do ano vai oscilar entre os 4,9% e 5,1% e as receitas do Governo deverão situar-se entre 29,3 mil milhões e 33,3 mil milhões de patacas.