Na edição deste ano, o IIM, após deliberação unânime, decidiu atribuir ex aequo às duas personalidades “que pelas suas obras e exemplos contribuíram e vêm contribuindo, activa e significantemente, para a substanciação dos factores da identidade de Macau”.
O Instituto Internacional de Macau (IIM) anunciou ontem, através de nota de imprensa enviada às redacções, que atribuiu, “após deliberação unânime”, o Prémio Identidade deste ano, ex aequo a Rika Naito e a António Aresta, “que pelas suas obras e exemplos contribuíram e vêm contribuindo, activa e significantemente, para a substanciação dos factores da identidade de Macau”.
Destaque para o facto de ser a primeira vez que o IIM atribui o galardão a uma individualidade de nacionalidade estrangeira, como é o caso de Rika Naito, “que lecciona Estudos sobre Macau nas universidades japonesas de Keio, Sophia e outras em Tóquio”. Tendo estudado a língua portuguesa primeiro em Leiria e depois em Aveiro, licenciou-se em Língua Portuguesa na Universidade de Sophia, e obteve em 2009 um Mestrado pela Universidade Aberta de Tóquio, com a tese “Transformação da etnicidade macaense após a transferência de poderes”. Publicou vários livros em japonês sobre a Cultura, Gastronomia e Literatura Macaenses, tendo ganho o 19.º. Prémio literário Rodrigues, o Intérprete, conferido pela Embaixada de Portugal no Japão em 2016.
Já António Aresta, que é licenciado e mestre em Filosofia pela Faculdade de Letras do Porto, onde também concluiu a parte curricular do doutoramento em Filosofia, foi professor de Filosofia em Portugal, Macau e Moçambique. Dedica-se a investigar a história cultural de Macau e a história da filosofia, tendo vários livros publicados em prol da memória de Macau no Oriente, dos quais se citam os três volumes de Figuras de Jade, pelo IIM.
O Prémio Identidade, instituído em 2002, “corporiza o mais nuclear espírito do IIM. Consagrado nas suas vocação e finalidades estatutárias, e destina-se a distinguir personalidades, individuais e colectivas, que, nos campos da Cultura em geral, nas Artes, no Pensamento, na Antropologia, nas Ciências Jurídicas e na Educação e Ensino tenham contribuído relevantemente para a substanciação dos factores da identidade de Macau”, refere ainda a mesma nota.
Atribuído pela primeira vez em 2003, o Prémio Identidade já agraciou personalidades como o monsenhor Manuel Teixeira, o escritor e advogado Henrique de Senna Fernandes, o comendador Arnaldo de Oliveira Sales, o arquitecto e investigador António Pacheco Jorge da Silva, o arquitecto e artista Carlos Marreiros ou o designer Victor Hugo Marreiros, bem como instituições como a Diocese de Macau, a Santa Casa da Misericórdia de Macau, a Universidade de Macau, a Casa de Macau em Portugal, o Club Lusitano de Hong Kong, a União Macaense Americana, a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, o Grupo Dóci Papiaçám di Macau, a Escola Portuguesa de Macau, o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes e as páginas digitais “Macanese Families” e Projecto Memória Macaense.
João Palla Martins apresenta livro “Retratos de Luso-Asiáticos da Malásia”
No próximo dia 30 de Setembro, será lançado o álbum fotográfico “Retratos de Luso-Asiáticos da Malásia”, da autoria de João Palla Martins. O livro inclui textos do professor de antropologia Peter Zabielskis, da Universidade de Macau (UM) e de Ana Paula Cleto, coordenadora da Delegação de Macau da Fundação Oriente. A obra do arquitecto-fotógrafo reúne cerca de 100 imagens de rostos captados pelo autor junto das comunidades de Luso-descendentes da Malásia. Publicado pelo Instituto Internacional de Macau (IIM), patrocinado pelo Banco Nacional Ultramarino de Macau (BNU) e pela Fundação Oriente, este é o quarto número da colecção de Retratos de Luso-Asiáticos, depois do álbum relativo a Macau publicado em 2020, do Myanmar e do Sri Lanka, em 2021. Desde 2017, que Palla Martins percorre vários países, fotografando os rostos das comunidades luso-asiáticas com o objectivo de oferecer um olhar sobre estas fisionomias tão peculiares. As fotografias são acompanhadas de ensaios teóricos ou científicos por autores convidados a reflectirem sobre temas como identidade, miscigenação e memória. A sessão é aberta ao público, com lugar no auditório do IIM a partir das 18h30 horas, contando com as apresentações do autor e do professor Peter Zabielskis.












