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      Alvin Chau reitera ter deixado apostas telefónicas “às claras” e nega falta de pagamento aos clientes  

      Continuou ontem o julgamento do processo relativo ao grupo Suncity. O ex-responsável da empresa, Alvin Chau, solicitou uma declaração no final da sessão e enfatizou que a Suncity tinha desistido, clara e honestamente, das apostas telefónicas nas Filipinas do grupo UE em 2019. Quanto à onda de levantamentos de dinheiro nas contas da Suncity, o magnata dos ‘junkets’ negou a falta de pagamento aos clientes e afirmou ter resolvido todos os levantamentos.

       

      Alvin Chau, antigo líder do grupo Suncity, salientou ontem em tribunal que a empresa tinha deixado a exploração de apostas telefónicas nas Filipinas em 2019 de forma “honesta e às claras”, não tendo lucrado posteriormente com as operações do grupo UE – plataforma de apostas telefónicas no estrangeiro. Reiterou ainda que as apostas que a empresa estava a operar fora de Macau até Julho de 2019 eram legais, considerando que não houve qualquer problema judicial.

      Foi também adiantado que a Suncity esteve envolvida numa onda de levantamentos de dinheiro desde Julho de 2020, por parte de uma grande quantidade de clientes. De acordo com as informações do Ministério Público, Alvin Chau terá enviado mensagens a subordinados para evitar que os clientes o fizessem. Questionado com essa situação, Alvin Chau destacou na sua declaração que tinha resolvido todos os problemas de pagamento. “Havia mais de 10 mil clientes antes de ser detido. Caso não tivesse pago, porque é que durante dois anos não houve nem uma pessoa a denunciar a situação à polícia?”, perguntou.

      Em mais uma audiência no Tribunal Judicial de Base (TJB) do caso relativo à Suncity, o primeiro arguido do caso, Alvin Chau, solicitou no final da sessão fazer um esclarecimento sobre a presumível relação da exploração conjunta das apostas online entre a Suncity e o grupo e plataforma UE.

      Recorde-se que o ex-líder da Suncity admitiu ao tribunal que a sua empresa de ‘junkets’ tinha operado as apostas telefónicas em Macau até 2015, no entanto, após uma instrução emitida pelas autoridades locais, o funcionamento foi transferido para o mercado estrangeiro, nomeadamente as Filipinas, através do grupo criado UE, tendo transferido posteriormente essa empresa a um indivíduo chamado Richard Ieong, em 2019.

      “Quando o grupo terminou o negócio, ajudávamos a acompanhar as contas e o encerramento, é apenas uma questão de responsabilidade”, salientou, declarando que “antes de 2019 eu tinha exercido as actividades de apostas telefónicas. E após essa época, não acho que seja problemático o facto de eu não participar neste negócio. Não percebo. E na verdade, eu não estava envolvido”.

      Por outro lado, depois da sessão na passada sexta-feira, onde o 6.º arguido, Tim Chau Chun Hee, também admitiu estar pessoalmente envolvido no jogo paralelo, o proprietário da UO Group e Soonest Tecnologia rejeitou ontem ter auxiliado no envio de mensagens para promover actividades criminosas, tendo o serviço de apoio de telecomunicação prestado à Suncity sido um “negócio normal”.

      Tim Chau declarou que apenas tomou conhecimento após dois meses do envio das mensagens em 2019 sobre o jogo paralelo e o grupo UE, “no entanto, a quantidade total dessas mensagens em cinco dias representou apenas cerca de 0,65% do serviço da empresa fornecido à Suncity”, tendo também interrompido de imediato o envio. Sublinhando que não tinha assinado os papéis para aprovar os actos irregulares, o arguido disse acreditar que alguém pode ter usado o sistema da empresa para enviar as referidas mensagens ilegais.

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