Edição do dia

Quarta-feira, 7 de Dezembro, 2022
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
céu limpo
17.9 ° C
21.6 °
17.9 °
72 %
7.2kmh
0 %
Qua
19 °
Qui
22 °
Sex
22 °
Sáb
22 °
Dom
21 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Economia Ambrose So assume que SJM quer renovar licença de jogo e...

      Ambrose So assume que SJM quer renovar licença de jogo e diz que desistir seria abdicar do investimento

      O vice-presidente e director executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Ambrose So, frisa que a empresa não vai desistir de participar no concurso público para a atribuição das licenças de jogo. “Já investimos tanto, se não continuássemos, teríamos de liquidar e fechar a empresa e aí o fardo a suportar seria muito maior”, confessa.

       

      Termina na próxima quarta-feira, dia 14 de Setembro, o prazo para a apresentação das propostas no concurso público para a atribuição das licenças de jogo. O vice-presidente e director executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Ambrose So, revelou que a empresa não vai desistir da participação no concurso público tendo em conta os custos irrecuperáveis. “Deixar de participar no concurso público representa desistir de todo o investimento”, frisa So.

      Ao jornal de Hong Kong Ming Pao, o responsável admitiu que o negócio da empresa tem sofrido uma queda devido à Covid-19 e confessou ainda que, devido às elevadas despesas de operação e à necessidade de participar no concurso público, o grupo tem de negociar com os casinos-satélite para aumentar a proporção de contribuição para sustentar o seu funcionamento.

      O sector de jogo de Macau, além de estar a ser afectado pela crise provocada pela Covid-19, também tem sido submetido a uma fiscalização reforçada por parte das autoridades chinesas sob o pretexto de combater o jogo transfronteiriço ilícito, afirmou o empresário.

      “A situação faz com que as concessionárias sofram ainda mais do que os casinos-satélite”, teme So, acrescentando: “[Como as concessionárias], não podemos despedir pessoal e ainda temos de pagar as nossas despesas operacionais, o que custa dezenas de milhões de patacas por dia, mas as receitas têm sido reduzidas”.

      Em resposta a uma notícia que dizia que a SJM estava a negociar com os casinos-satélite a partilha de mais lucros, So explicou que isso se deve às elevadas despesas de operação, salientando a voluntariedade da cooperação entre a SJM e os casinos-satélite, que necessitam de compreensão mútua.

      No passado, quando a empresa procurava empréstimos para financiamento, os bancos tinham em conta o seu EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), no entanto, com a epidemia, a empresa já não está a fazer dinheiro e esta modalidade deixa de ser uma opção, revelou.

      So adiantou: “Existe uma grande diferença entre o actual fluxo de caixa e o que o sector de jogo tinha no passado, portanto, agora o sector tem de negociar as dívidas com os bancos para alteração das condições do contrato de crédito”.

      A SJM quer obter a licença e ficar à espera de uma melhoria após a reabertura das fronteiras. “Já investimos tanto, se não continuássemos, teríamos de liquidar e fechar a empresa e aí o fardo a suportar seria muito maior,” confessou o director-executivo da SJM.

      Recorde-se que as autoridades exigem às concessionárias uma receita bruta anual de 7 milhões de patacas por cada mesa de jogo, o que significa uma receita anual de 42 mil milhões de patacas, calculando com base no novo limite máximo de 6 mil mesas de jogo definido pelo Governo.

      Nos primeiros oito meses deste ano, as receitas dos casinos de Macau foram de 28 mil milhões de patacas. Ambrose So disse acreditar que ainda é possível atingir a exigência fixada pelas autoridades se o negócio melhorar no futuro.

       

      PONTO FINAL