“Ma-On” passa sem causar mossa

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Antevia-se uma noite de chuva e vento, com inundações nas zonas baixas, mas isso não se confirmou. O tufão “Ma-On” desviou-se da rota prevista e passou ao lado de Macau sem provocar danos significativos. Segundo o Centro de Operações da Protecção Civil, o tufão não provocou feridos, mas obrigou a que 96 pessoas fossem levadas para abrigos.

 

O “Ma-On” passou ao lado de Macau na noite de ontem e, ao contrário das previsões, não provocou danos significativos. Segundo os dados do Centro de Operações da Protecção Civil, apenas 96 pessoas foram levadas para os abrigos, não se registando qualquer ferido.

Na noite de ontem as autoridades visitaram as zonas baixas da cidade. Foram verificados 8.730 fogos e 2.514 pessoas foram retiradas. Houve, no entanto, 438 pessoas que recusaram sair. Em relação a estas últimas, segundo um comunicado do Centro de Operações da Protecção Civil, as autoridades acabaram por verificar que estavam em locais seguros, tendo as equipas de evacuação enviado pessoal para efectuar patrulhamento nesses locais a fim de garantir a segurança dos mesmos.

As autoridades registaram apenas cinco incidentes, nomeadamente um caso de queda de árvore, um caso de queda de rebocos, dois casos de queda de janelas e um caso de danificação da faixa separadora no mar, não tendo registado nenhum caso de ferido.

O sinal 8 de tempestade tropical – o terceiro do ano – foi emitido pelas 22h30 de quarta-feira e manteve-se até às 11h de ontem. Pelas 18h30 de ontem já tinham sido retirados todos os sinais de tempestade tropical. O Governo tinha declarado estado de prevenção imediata às 20h de quarta-feira. O estado de prevenção imediata foi retirado pelas 11h de ontem.

A intensidade dos ventos registados nas três pontes foi no nível 8 – 9 da escala “Beaufort”, com rajadas máximas do nível 10, indicam os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG). O “Ma-On” passou a cerca de 160 quilómetros de Macau.

Ao contrário do que se previa, a trajectória do “Ma-on” foi mais para o quadrante Oeste e, por isso, o desenvolvimento da faixa de chuva no lado Nordeste foi limitado. Até ao meio-dia de ontem, a precipitação acumulada durante o período de emissão do sinal 8, em várias zonas de Macau, foi apenas cerca de 10,0 mm.

Assim, a inundação de ‘storm surge’ não foi tão severa quanto o esperado. Embora o “Ma-on” se tenha intensificado para um nível de tufão e passado a cerca de 160 quilómetros a Oeste de Macau, a sua velocidade de movimento foi mais rápida do que esperado e a trajectória geral e o local onde atingiu terra, foram mais a Oeste do que esperado, “o que afectou a severidade de ‘storm surge’, o que também faz a hora da maré alta astronómica e o ‘storm surge’ fossem obviamente desfasados”, indicaram os SMG em comunicado, que acrescentaram que, devido a estes factores, “a situação das inundações na manhã do dia 25 não foi tão grave como o que esperado”.

Em comunicado, Wong Sio Chak, secretário para a Segurança, fez um balanço positivo dos trabalhos e salientou que “os membros da estrutura de protecção civil coordenaram-se e cooperaram de forma eficiente”. “Os alertas foram emitidos de forma atempada, o que permitiu aos residentes tomarem medidas de prevenção com antecedência, e acrescidos da compreensão e colaboração activa dos residentes, as medidas de prevenção foram implementadas de forma eficaz”, lê-se na nota de imprensa. Wong Sio Chak aproveitou para agradecer ao pessoal da linha de frente “pelo sacrifício e entrega”, aos membros da estrutura de protecção civil “pelos esforços empenhados” e à população em geral “pela compreensão e colaboração na execução das medidas adoptadas pelas autoridades”.

O Chefe do Executivo deslocou-se, na noite de quarta-feira, aos locais de encontro e de permanência para evacuação de emergência, designadamente na Barra, Praia de Manduco, Porto Interior, estação de tratamento de águas na Ilha Verde e nas zonas baixas do Fai Chi Kei para conhecer o ponto de situação do plano de evacuação nestas zonas, bem como os diversos trabalhos relativos à prevenção de inundações.

Numa reunião com os responsáveis da Protecção Civil, na noite de quarta-feira, Ho Iat Seng indicou que os serviços deviam “continuar alerta e a agir com muita cautela, colocando no topo das prioridades a vida e a segurança dos residentes”. Ao mesmo tempo, solicitou aos diversos serviços e entidades que garantissem o funcionamento normal do abastecimento de água, de electricidade e dos serviços de telecomunicações.

Ho Iat Seng notou também que, durante a inspecção que fez, os planos de evacuação nas diferentes zonas foram desencadeados “de forma ordenada”, porém, “houve alguma dificuldade em convencer os comerciantes e residentes a deixarem aquelas zonas, já que no momento as condições meteorológicas eram estáveis”, lê-se em comunicado.

 

PONTO FINAL