Até ao momento, as crianças até aos três anos não têm opção de vacina contra a Covid-19 no território. As autoridades sanitárias revelaram ontem que estão a “negociar soluções” com farmacêuticas “para que esta faixa etária não deixe de ser vacinada”. O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus voltou a reafirmar crença numa “análise e meta dinâmica de infecção zero”. Esquema de observação médica 7+3 é para continuar.
As autoridades sanitárias estão à procura de uma vacina que permita que crianças abaixo dos três anos possam ser vacinadas contra a Covid-19. A novidade foi ontem revelada na habitual conferência de imprensa semanal do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus sobre o ponto de situação da pandemia no território. “Em Macau só temos opções para crianças dos três aos cinco anos com a vacina da Sinopharm. Depois dos seis aos 25 anos existe ainda uma opção com a BioNTech, mas até aos três anos não há nada. Estamos a tentar encontrar soluções no mercado para que esta faixa etária não deixe de ser vacinada”, afirmou aos jornalistas a chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, Leong Iek Hou.
No dia em que foram diagnosticados mais três casos importados de infecção assintomática por SARS-CoV-2, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus sublinhou a “análise e meta dinâmica de infecção zero”, não havendo qualquer plano para diminuição do tempo de quarentena, tal como Hong Kong já fez. “Todos os dias acontecem casos à chegada. Diminuímos, recentemente, a observação médica de 10+7 para 7+3. Na actual variante de Covid-19, a mesma pode demorar até sete dias a desenvolver a doença. É que cada pessoa tem diferentes períodos de incubação, por isso vamos manter a situação”, enfatizou a médica dos Serviços de Saúde, ignorando por completo os estudos que comprovam que as mais recentes subvariantes da estirpe Ómicron precisam apenas de, no máximo, 72 horas (três dias) de tempo de incubação, tal como a Organização Mundial de Saúde (OMS) já fez saber publicamente.
Leong Iek Hou também comentou o procedimento de chegadas no Aeroporto Internacional de Macau. A médica diz-se satisfeita com os tempos actuais de espera, “na ordem das quatro a seis horas”, mas admite “que há sempre espaço para melhorar”. “Houve, de facto, uma melhoria no processo de despistagem no aeroporto, onde agora usamos um autocarro itinerário para testar as pessoas logo na pista, após saírem do avião. O tempo de espera até as pessoas serem dispensadas melhorou significativamente em relação às 10h que se esperara a antes”, notou a responsável dos Serviços de Saúde.
Sobre resultados de testes que surgem na aplicação do código de saúde negativos e depois, horas mais tarde, passam a positivos, a médica não elaborou muito. Instada a comentar diversos casos que surgiram em que o laboratório indicava resultado negativo, com o código de saúde a revelar negativo, mas depois a pessoa era avisada de que seria “levemente positiva”, Leong Iek Hou apenas respondeu que não sabia de casos em particular, explicando que “o resultado do teste depende do teor do vírus [dentro do organismo da pessoa]” e lembrou que, na melhor das hipóteses, cada resultado demora duas horas a surgir. “Uma situação sensível no teor do vírus pode alterar o resultado de um teste”, constatou.
Recorde-se que, até ao momento, foram registados em Macau 793 casos confirmados de Covid-19 e 1.497 casos de infecção assintomática da mesma doença. Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 1.483.680 doses de vacinas contra a Covid-19. 622.167 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 27.157 indivíduos, 293.364 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses, sendo que 294.271 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose e 7.375 já receberam a quarta inoculação. A percentagem da população vacinada, pelo menos com uma dose, é de 91,07%. Nas últimas 24h, ocorreram duas notificações de eventos adversos (dois eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido um caso relacionado com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e outro caso da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 5.330 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (5.316) considerados adversos ligeiros e apenas 14 graves. Um total de 288 pessoas em Macau foram inoculadas com outros tipos de vacinas (126 na primeira dose, 76 na segunda dose e 86 na terceira dose).
PONTO FINAL











