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      Lam Lon Wai pede mais flexibilidade para funcionários públicos e sugere aposta no ensino online

      O deputado Lam Lon Wai propõe medidas mais flexíveis para os funcionários públicos que têm de cuidar dos filhos durante o período em que as escolas estão encerradas devido aos quatro casos detectados nos últimos dias em Macau. Além disso, num comunicado de imprensa enviado ontem Às redacções, Lam Lon Wai diz que o Governo deve apostar mais no ensino online.

      Lam Lon Wai endereçou ontem um comunicado de imprensa às redacções onde insta o Governo a dar mais condições aos funcionários públicos que têm de ficar com os filhos em casa numa altura em que as escolas estão encerradas devido aos quatro casos de Covid-19 recentemente detectados em Macau.

      Na passada segunda-feira, a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) anunciou a suspensão das aulas “até nova notificação”. Por outro lado, os Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) indicaram que os funcionários públicos deveriam voltar ao serviço a partir de hoje.

      Por isso, o vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) pede que o Executivo “implemente medidas favoráveis aos funcionários públicos com necessidades de cuidados familiares” ou que implemente políticas de trabalho mais “flexíveis” ou até em regime de “trabalho domiciliário”. Isto para que “os trabalhadores necessitados possam escolher o modo de trabalho mais adequado de acordo com a sua situação familiar e encontrem um equilíbrio entre o trabalho e os cuidados familiares”.

      Além disso, o deputado reeleito nestas últimas legislativas pela via indirecta, através do sector do trabalho, aponta que “os pais estão preocupados com a situação de aprendizagem dos seus filhos” devido ao encerramento das escolas. “Recomenda-se que as autoridades reforcem ainda mais o apoio e o aconselhamento psicológico aos estudantes e pais”, diz o deputado, acrescentando que “o Governo deve também continuar a promover a inovação do ensino online em Macau, de modo a reduzir o impacto nos estudantes que não podem frequentar aulas presenciais”.

      Na conferência de imprensa de terça-feira do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, Wong Ka Ki, chefe do departamento do Ensino Não Superior dos Serviços de Educação, disse que as aulas online vão começar de forma gradual, mas só depois de terminar a testagem em massa. Os testes em massa serão concluídos às 21h de hoje. “A Direcção dos Serviços de Educação não obriga as escolas a iniciarem aulas online. Sabemos que algumas estão a fazê-lo e a mandar trabalhos de casa online. Depois de concluída a testagem em massa vamos iniciar gradualmente e de forma adequada as aulas online”, indicou o responsável.

       

      AUTORIDADES ASSEGURAM APOIO A ALUNOS TRANSFRONTEIRIÇOS

      Num comunicado divulgado ontem pela DSEDJ, as autoridades garantem que estão a dar apoio aos alunos transfronteiriços que permanecem em Macau. Segundo a nota, cerca de um milhar de alunos que vivem no interior da China estão em Macau sem possibilidade de voltarem a casa.

      “Presentemente, mais de 500 alunos e encarregados de educação, que ainda não têm um local de permanência, estão a ser alojados em pousadas de juventude e dormitórios de instituições de ensino, recebendo artigos diários bem como as refeições de que necessitam. Espera-se facilitar, desta forma, na medida do possível, a vida quotidiana e o estudo dos alunos transfronteiriços que permanecem em Macau”, assinala a DSEDJ.

      A DSEDJ indicou também que disponibilizou agentes de aconselhamento para prestarem apoio aos alunos que “se sentem ansiosos ​​por não serem capazes de voltar para as suas casas, num curto período de tempo”.

      As autoridades lembram que na segunda-feira decidiu-se suspender as aulas e a DSEDJ solicitou às escolas que tomassem as “necessárias diligências para se prepararem e cuidarem, devidamente, dos alunos”, tendo sido depois coordenada a intercepção de alunos que se preparavam para passar o posto fronteiriço, e enviado, ainda pessoal aos diversos postos fronteiriços para acompanharem os alunos que, entretanto, chegaram a Macau. Depois, os alunos que já estavam em Macau foram acompanhados até aos locais de acolhimento temporário.