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      InícioSociedadeElla Lei pede critérios mais claros para implementação de confinamento  

      Ella Lei pede critérios mais claros para implementação de confinamento  

      Após o surto na comunidade nos últimos dois meses, em que as actividades comerciais e industriais locais foram obrigadas a ficar suspensas, Ella Lei remeteu uma interpelação escrita ao Governo para solicitar esclarecimentos sobre os padrões para implementação do confinamento e levantamento das restrições. A deputada frisou que os residentes são os mais afectados pelas medidas, mas não são bem informados. Ella Lei espera que seja criado um mecanismo de apoio permanente para as empresas e trabalhadores.

       

      A deputada Ella Lei instou as autoridades a reverem os trabalhos exercidos durante o último surto epidémico e darem uma explicação clara à comunidade sobre os critérios para a implementação da suspensão das actividades durante a pandemia, de modo a deixar a população bem informada e preparada perante a evolução do risco epidémico.

      Reagindo à garantia dada pelo Chefe do Executivo na anterior sessão de perguntas e respostas no hemiciclo em que disse que o Governo vai rever as insuficiências das actuais medidas antiepidémicas para fazer melhorias, Ella Lei mostrou-se atenta à imposição da medida de confinamento e questionou quais são os conteúdos específicos que serão analisados e alterados no futuro. A responsável espera que o Governo estude e optimize os padrões e fundamentos para iniciar a suspensão das actividades comerciais e industriais.

      Numa interpelação escrita apresentada ao Governo, a deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) recordou que, desde o surgimento da Covid-19 na RAEM, já foram implementadas por várias vezes restrições para suspender actividades económicas ou funcionamento de alguns sectores, por exemplo, a imposição das medidas da selagem de zonas de risco e do “estado relativamente estático”, ou seja, o confinamento parcial, com o objectivo de evitar a aglomeração e reduzir o risco de infecção cruzada entre pessoas.

      “Muitas empresas já estão sobrecarregadas com a suspensão das actividades, nomeadamente algumas indústrias, como os salões de cabeleireiro e de beleza, os locais de entretenimento e os centros de apoio pedagógico, que foram constantemente forçados a encerrar de forma temporária o seu funcionamento. Os trabalhadores deixaram de trabalhar ao mesmo tempo e nem conseguiam prever quando é que seria levantado o encerramento e retomado o trabalho, podendo apenas esperar pelo anúncio do Governo”, assinalou.

      Ella Lei, apesar de “compreender e concordar que o Governo tome medidas rigorosas para cortar a cadeia de transmissão de vírus”, apontou que se verifica uma necessidade de reexaminar as políticas do passado, uma vez que a exigência da suspensão de negócios causa “grande impacto” às empresas e pressão financeira aos funcionários.

      Neste caso, de acordo com a deputada, a sociedade tem prestado atenção às directrizes uniformizadas sobre a implementação de medidas antiepidémicas, estando à espera do esclarecimento por parte das autoridades sobre o mecanismo de actividades de negócio suspensas devido a surto, bem como formulação de orientações subsequentes para a retoma de funcionamento normal da sociedade.

      “Através das instruções definitivas e estabelecimento de um mecanismo completo, os residentes podem ter acesso ao apoio adequado enquanto cooperam com as medidas do Governo. No entanto, nunca houve uma resposta clara do Governo”, salientou Ella Lei, mostrando-se preocupada com a assistência económica aos trabalhadores afectados pelo confinamento.

      Lembrando que as medidas de apoio financeiro que o Governo acabou por lançar são de natureza temporária, a deputada alertou que o Executivo não especificou as circunstâncias em que as medidas serão tomadas. “O âmbito de aplicação, o montante, as condições elegíveis e a calendarização são incertos para a população, o que pode não ajudar com precisão e de forma oportuna aqueles que foram forçados a suspender o trabalho”, criticou.

      A vice-presidente da FAOM pediu também um mecanismo especial e permanente de apoio e atribuição de apoio a empresas e empregados afectados pelo surto, a fim de aumentar a confiança das indústrias e cidadãos para o mercado económico e trabalho de combate à epidemia do Governo.

       

      PONTO FINAL