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      Vacinação contra a Covid-19 deixa de ser parâmetro essencial para entrada em Macau

      A novidade foi ontem revelada pelos Serviços de Saúde que, ainda assim, dizem ser cedo para mexer nas quarentenas e mantendo a apresentação obrigatória de um teste de ácido nucleico negativo. O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus admitiu que o tempo de espera nas chegadas do estrangeiro “precisa ainda de acertos”. Quanto ao caso de infecção no trabalhador do Hotel Tesouro, as autoridades dizem ainda estar a investigar.

       

      As autoridades sanitárias de Macau anunciaram ontem que deixam de exigir certificado de vacinação contra a Covid-19 a quem chega do estrangeiro, uma vez que “a maioria das pessoas já satisfaz os requisitos de vacinação”. A justificação foi dada pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus em comunicado, e confirmada horas depois na conferência de imprensa semanal sobre o ponto de situação da Covid-19 no território.

      “Os indivíduos, de qualquer idade, que pretendam embarcar em meios de transporte civil do estrangeiro, da Região Administrativa Especial de Hong Kong ou da Região de Taiwan, com destino à Região Administrativa Especial de Macau, não precisam de apresentar o certificado de vacinação contra o novo tipo de coronavírus. Contudo estes indivíduos que entram em Macau devem possuir um certificado de teste de ácido nucleico com resultado negativo e cumprir as respectivas disposições referentes à observação médica”, informaram as autoridades sanitárias.

      Em relação ao caso de infecção por SARS-CoV-2 detectado num trabalhador do Hotel Tesouro e que elevou o tempo de quarentena em cinco dias a diversos residentes de Macau, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus referiu ainda estar em investigação. “Depois desse caso ainda não encontrámos mais casos entre trabalhadores. O que exigimos é que todos os funcionários façam os seus testes e cumpram escrupulosamente as medidas antiepidémicas. Continuamos a efectuar a investigação para tentar encontrar a origem da infecção”, considerou a chefe substituta da Divisão da Promoção de Saúde, Wong Weng Man, aos jornalistas, acrescentando que “não se exclui a possibilidade do trabalhador ter ficado infectado no contacto com um caso importado”.

      Outra situação abordada pelas autoridades sanitárias foi a dos passageiros que chegarem a Macau vindos de avião do exterior passarem a realizar os testes de ácido nucleico mal o avião aterre no aeroporto. O primeiro dia, de acordo com publicações de residentes nas redes sociais, não terá corrido bem com relatos de esperas de mais de oito horas.

      A também secretária-geral da Comissão de Prevenção e Controlo das Doenças Crónicas admitiu que o novo esquema para reduzir tempos de espera nas chegadas do estrangeiro “precisa ainda de acertos”. “O processo envolve diversos serviços públicos. Ontem [anteontem] foi o primeiro dia. Sendo uma novidade, ainda estamos a tentar acertar o procedimento com todos os intervenientes. Vamos conseguir reduzir esse tempo”, garantiu a responsável.

      O regresso às aulas, marcado para o próximo dia 1 de Setembro, também foi abordado na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus. Assim, foi explicado à comunicação social que os alunos do ensino superior e não superior devem apresentar nas escolas resultado negativo ao teste de ácido nucleico com validade de 72 horas, ressalvou Wong Ka Ki, subdirector dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude, que informou ainda que as autoridades vão notificar, brevemente, todas as instituições de ensino do território.

      Ontem foram diagnosticados mais cinco casos importados de Covid-19, todos assintomáticos. Três do sexo masculino e dois do sexo feminino, com idades compreendidas entre os três e os 47 anos, provenientes de França, Singapura, Tailândia e de Taiwan.  Todos negaram histórico de infecção anterior e foram considerados como casos importados de infecções assintomáticas pelo SARS-CoV-2 e encaminhados para isolamento médico. Até ao momento, foram registados em Macau 793 casos confirmados de Covid-19 e 1.460 casos de infecção assintomática.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 1.474.802 doses de vacinas contra a Covid-19. 620.829 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 27.287 indivíduos e 296.249 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. 292.346 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose e 4.947 receberam a quarta dose de reforço. A percentagem da população vacinada, pelo menos com uma dose, é de 90,87%. Nas últimas 24h, ocorreram quatro notificações de eventos adversos, todos relacionados com a vacina mRNA da germânica BioNTech. Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 5.315 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (5.301) considerados adversos ligeiros e apenas 14 graves. Um total de 289 pessoas em Macau foram inoculadas com outros tipos de vacinas (127 na primeira dose, 78 na segunda dose e 84 na terceira dose).

       

      PONTO FINAL