Estudo de Macau usado para criar perfil de jogador com problemas hipotéticos

0
48

Um estudo sobre a prevalência do jogo realizado por especialistas de Macau foi utilizado para traçar o perfil de um hipotético jogador problemático, escreveu ontem a Gambling Insider. Realizado por Wai Ming To e Gui-Hai Huang da Universidade Politécnica de Macau (UPM), o estudo contém entrevistas a 1.352 jogadores dos casinos de Macau. Destes participantes, cerca de um terço são residentes de Macau, enquanto 50% são oriundos da China continental.

Intitulado “Profiling of Gamblers and Problem Gamblers Among Casino Patrons in Macau SAR”, o estudo foi usado para construir um perfil de um típico jogador problemático, com os investigadores a sugerir que um homem chinês de meia-idade que é separado, viúvo ou divorciado e vive sozinho tem a maior probabilidade de sofrer de problemas de jogo.

Além disso, a investigação concluiu que ter idade entre 35 e 54 anos e ser de fé budista afectava ainda mais o comportamento de jogo. “Embora a associação entre o budismo e o jogo problemático pareça um pouco surpreendente, pode-se explicar que os homens chineses que são influenciados pelo confucionismo e pelo budismo vêem o jogo, incluindo o jogo de casino, como uma actividade socialmente reforçada e uma maneira de testar sorte e destino”, pode ler-se no documento final.

Os participantes na entrevista relataram ter jogado em casinos pelo menos uma vez nos últimos 12 meses, com mais de 90% a revelar que jogou em casinos e salas de ‘slot-machines’. Aliás, as ‘slot-machines’, o bacará e o ‘sic bo’ são os jogos mais populares entre os inquiridos.

De acordo com o mesmo estudo, cada jogador gasta em média, por mês, cerca de 1.845 dólares de Hong Kong. “Em termos de frequência, duração e gastos mensais com jogos de sorte ou azar, os resultados do estudo mostraram que a frequência média de jogos era de 24 vezes por ano e a duração média de cada sessão de jogo era de três horas.”

Por fim, o estudo dos investigadores da UPM também conclui uma curiosidade preocupante: um em cada cinco hóspedes de ‘resorts’ integrados em Macau é considerado um jogador problemático.