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      Mercado Vermelho fecha no final do próximo mês para obras de reordenamento

      O Instituto para os Assuntos Municipais iniciará em Maio o projecto de remodelação do Mercado Vermelho, que vai ser fechado a partir da última segunda-feira do próximo mês. Graças ao seu valor arquitectónico e artístico, no futuro mercado serão mantidas as paredes vermelhas exteriores e a torre central em forma de cruz com escadaria. As bancas do mercado irão operar no mercado provisório do Patane durante as obras, que terão a duração de 657 dias.

       

      O Mercado Almirante Lacerda, conhecido por Mercado Vermelho, vai ser encerrado temporariamente, a partir do dia 28 de Março, para ser submetido a obras de remodelação, que serão iniciadas em Maio, com um prazo previsto de 657 dias. Segundo as informações oficiais sobre as obras, o custo da respectiva reparação e modificação tem um valor de cerca de 73,8 milhões de patacas.

      De acordo com o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), 127 das 154 bancas do mercado em causa serão transferidas para o mercado provisório do Patane, na Avenida Marginal do Lam Mau, que será aberto ao público no dia 29 do próximo mês.

      O Mercado Vermelho entrou em funcionamento há mais de 80 anos, e é o único edifício erguido como mercado público que continua a ter a função original, estando classificado como imóvel de valor arquitectónico e artístico. Na conferência de imprensa na sexta-feira, o IAM, apesar de ter andado a realizar trabalhos de manutenção e reparação, não conseguiu resolver a situação de envelhecimento do mercado, tendo este apresentado problemas na sua estrutura, sobretudo a “ferrugem nas armaduras, infiltrações de água no telhado e em cada piso, estruturas envelhecidas e com o sistema de drenagem do chão a entupir frequentemente”.

      A decisão de lançar a remodelação total do Mercado Vermelho foi tomada após o IAM ter comunicado e discutido com o Instituto Cultural, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes e o Corpo de Bombeiros, com a finalidade de melhorar as instalações e o ambiente de negócio e disponibilizar ao público uma boa experiência de compras.

      Entretanto, considerando os seus valores históricos, “o projecto de reparação terá uma elevada dificuldade e complexidade na execução da obra, e um equilíbrio deve ser alcançado entre a sua conservação e remodelação”, frisou o IAM, citado pelo Jornal Ou Mun.

      “O reordenamento tem por objectivo preservar o edifício, incluindo paredes exteriores, cobertura e áreas superiores e a torre central em forma de cruz com escadaria, entre outros elementos arquitectónicos com características da época. O tempo húmido continua a degradar seriamente a sustentação das 28 colunas de tijolo do mercado, razão pela qual estas serão substituídas por dez colunas de betão armado com o mesmo tamanho e a mesma forma. As estruturas do rés-do-chão e do primeiro andar serão reconstruídas com vista a tornar mais durável a sustentação do edifício, prolongando-lhe o tempo de vida”, detalhou.

      Além disso, no futuro mercado remodelado serão instalados um sistema de ar condicionado, um posto de transformação e dois elevadores sem barreiras destinados tanto a carga, como a passageiros. Quanto ao lado do “jardim” junto à Avenida de Horta e Costa, o mercado terá um elevador sem barreiras, duas plataformas para descarga de mercadorias, uma via inclinada para o seu transporte e entrada e saída. O revestimento de paredes interiores, chão e tecto serão completamente renovados, e o IAM vai reconstruir também a rede de drenagem e mudar o isolante térmico impermeabilizante do telhado, sendo alargado o espaço dos sanitários, ajustando a proporção dos compartimentos masculinos e femininos.

      O IAM salientou que as obras de reordenamento não vão levar à redução do número das bancas, mas vão optimizar as condições sanitárias e operacionais da área da exploração, como colocar um separador na zona frontal do balcão, bem como quatro ou seis tomadas impermeabilizadas em cada banca.

      Após a retirada das bancas do mercado no final do próximo mês, o organismo vai iniciar primeiro a colocação de tapumes e a eliminação de roedores. Justificando que a imprevisibilidade das obras é elevada por não ser permitido efectuar uma inspecção completa no local, o IAM revelou que irá recrutar em Maio uma terceira entidade para fiscalizar a qualidade da obra e o controlo do prazo da sua execução, bem como supervisionar o empreiteiro, para que este execute rigorosamente os planos de obra.

      Quanto ao mercado provisório do Patane, que será inaugurado em breve, com um prédio de dois andares, compreendendo-se um nível dedicado à venda de peixe, tofu e outros artigos diversos, enquanto o outro andar será para legumes, carne fresca e congelados. Existem no mercado dois elevadores para facilitar o transporte de mercadorias e pessoas, e está ainda equipado com sistemas do ar-condicionado e ventilação, balanças e visores de preços, e casas de banho públicas.

       

      PONTO FINAL