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      Navio chinês atraca no Sri Lanka, Índia e EUA temem actividades de espionagem

      Um navio de pesquisa chinês atracou ontem no porto de Hambantota, situado no Sri Lanka, confirmaram as autoridades portuárias, apesar das preocupações da Índia e Estados Unidos com actividades de espionagem.

       

      O navio Yuan Wang 5, administrado por uma empresa chinesa, foi recebido por uma trupe de dançarinos e bateristas e cinco deputados do Sri Lanka, mas sem dignitários de alto nível ou bandas militares.

      É descrito por portais especializados como um navio de “pesquisa e estudo”, mas, segundo o canal indiano CNN-News18, trata-se de um navio usado para espionagem, com a dupla finalidade de monitorar o espaço e satélites, e utilizado especificamente para o lançamento de mísseis balísticos intercontinentais.

      “Viva a amizade entre a China e o Sri Lanka”, lê-se numa bandeira vermelha e branca pendurada no convés superior do navio, que está equipado com quatro antenas parabólicas altas. Homens de camisa branca e calça preta agitaram bandeiras chinesas e do Sri Lanka durante as manobras de atracação.

      O Yuan Wang 5 foi autorizado a atracar com a condição de não realizar pesquisas em águas do Sri Lanka, disseram as autoridades portuárias, após consultas com a Índia, Estados Unidos e China.

      O navio chinês também vai ter que manter o seu Sistema de Identificação Automática (AIS) na Zona Econômica Exclusiva do Sri Lanka.

      O Yuan Wang 5 deixou o porto chinês de Jiangyin, em 13 de Julho, e estava originalmente programado para fazer escala em 11 de Agosto no porto de águas profundas de Hambantota, administrado por uma empresa chinesa. Mas Colombo teve que adiar a estadia do navio perante protestos locais.

      No sábado, após intensas negociações diplomáticas, Colombo autorizou o barco a atracar em Hambantota e a permanecer ali até ao dia 22 de Agosto.

      A China considerou “totalmente injustificado que certos países” invoquem “problemas de segurança” para pressionar o Sri Lanka, pedindo uma “perspetiva racional” sobre a sua investigação marítima. “Pedimos às partes relevantes que vejam as actividades de pesquisa científica marinha da China sob uma perspectiva racional”, disse uma autoridade chinesa.

      A Índia está preocupada com a crescente influência da China no Sri Lanka, que se endividou fortemente nos últimos anos junto de Pequim, para desenvolver grandes projectos de infraestrutura.

      Em 2017, Colombo viu-se incapaz de pagar uma dívida de 1,4 mil milhões de dólares, contraída com Pequim, para a construção de Hambantota, tendo que ceder o porto por 99 anos a uma empresa chinesa. A China continua a ser o maior credor bilateral do Sri Lanka, detendo mais de 10% da dívida externa do país.

      O Sri Lanka, que deixou de pagar a sua dívida externa em meados de abril, está em negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um possível resgate.

      O apoio de Pequim é essencial para que o país, mergulhado numa grave crise econômica, possa reestruturar a sua dívida antes de poder reivindicar a ajuda do FMI.

      Na véspera da chegada do navio chinês, a Índia ofereceu ao Sri Lanka uma aeronave Dornier 228, para aumentar as capacidades de vigilância marítima da ilha. A aeronave está carregada com equipamentos para monitorar e bloquear sinais eletrônicos.

      A ilha de 22 milhões de habitantes sofre uma grave escassez de alimentos, combustível e remédios desde o final do ano passado devido à escassez de moeda estrangeira para financiar importações essenciais. Lusa

       

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      Redacção do Ponto Final Macau