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      Metro Ligeiro: Linha que ligará Portas do Cerco ao aeroporto poderá atrair 137 mil passageiros

      Uma sessão de consulta pública sobre o Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres de Macau foi ontem realizada. O Metro Ligeiro continuou a dominar o debate e muitos participantes mostraram-se preocupados com o desenvolvimento e progresso dasobras de construção das várias infraestruturas no território. O Chefe do Departamento de Planeamento e Desenvolvimento de Tráfego, Lam Chi Kim, acredita que quando a linha que liga o aeroporto às Portas de Cerco entrar em funcionamento serão esperados cerca de 137 mil passageiros diariamente.

      As autoridades defendem que o baixo número de passageiros no Metro Ligeiro de Macau se deve ao facto de a Linha da Taipa ser a única linha existente nesta altura no território, e que a rede ferroviária e o percurso circular ainda não se formaram. Numa sessão de consulta pública sobre o Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres de Macau (2021-2030) organizada pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), o Chefe do Departamento de Planeamento e Desenvolvimento de Tráfego, Lam Chi Kim, disse acreditar que, à medida da conclusão da obra de extensão da Linha da Taipa até à estação da Barra, e da inauguração de linha de Hengqin e Seac Pai Van, o Metro Ligeiro irá começar a atrair mais passageiros para usarem este serviço. Referiu ainda que, quando a Linha Leste que liga o aeroporto às Portas de Cerco entrar em funcionamento, é esperado que possa atingir 137 mil passageiros transportados diariamente.

      A sessão de consulta pública foi realizada ontem no edifício da DSAT e presidida pelo chefe do Departamento de Planeamento e Desenvolvimento de Tráfego, Lam Chi Kim, chefe da Divisão de Coordenação, Mok Soi Tou e chefe da Divisão de Planeamento de Tráfego, Un Chao Wa.

      Na ocasião, o Metro Ligeiro continuou a dominar o debate e muitos participantes mostraram-se preocupados com o desenvolvimento e progresso das obras de construção de infraestruturas no território. Um residente alertou para a dificuldade de apanhar o autocarro e para o trânsito na cidade, considerando o tráfego um dos maiores problemas em Macau,sugerindo a aceleração da construção da Linha Leste do Metro Ligeiro tendo em conta que servirá a ligação entre as Portas de Cerco, a zona A dos novos aterros urbanos, até Hengqin e interior da China, podendo criar um grande valor económico. Quanto à Linha Oeste que liga a Barra às Portas de Cerco, as autoridades devem apostar num planeamento de curto e longo prazo para que o metro possam fazer um percurso circular, adiantou.

      Lam Chi Kim acredita que, após a entrada em funcionamento da Linha Leste que liga o aeroporto às Portas de Cerco, é esperado que o número de passageiros transportados possa aumentar para 137 mil por dia. O responsável acrescentou que, aquando da conclusão da construção da Linha Oeste mencionada no texto de Planeamento Geral, a linha que liga as Portas de Cerco à Barra pode facilitar serviços a uma camada maior da população, tendo em conta a linha abrange mais de 200 mil habitantes, prevendo-se que mais de 240 mil passageiros poderão ser transportados no Metro Ligeiro todos os dias.

      Relativamente à Linha Oeste, caso a obra de construção seja executada por fases, é previsto que o movimento diário de público possa aumentar de 130 mil para 180 mil passageiros. Em relação à possibilidade de dar prioridade à ligação à Doca do Lam Mau, o governante reiterou que há margem para discussão.

      Apesar de concordar com o planeamento da rede de traçado apresentado no texto da consulta pública, um residentesugeriu a criação de uma via verde destinada ao transporte de cargas para potencializar o sector logístico. Outro residente recomendou o aumento das instalações de travessia diagonal e a introdução de mais sistemas inteligentes. Também houve um outro cidadão que se mostrou preocupado com a ligação rodoviária entre as zonas A e B dos novos aterros urbanos.

      Em resposta à opinião do público, o governante lembrou que não existia no território uma classificação clara entre os diferentes tipos de vias rodoviárias urbanas, no entanto, à medida do desenvolvimento urbano e do acréscimo do fluxo de tráfego, as autoridades classificaram as vias rodoviárias em vias de trânsito rápido, itinerários principais e secundários no âmbito de projecto do Plano Director dos novos aterros urbanos.

      No que toca às instalações de travessia diagonal, Lam Chi Kim observou que os dois sistemas têm apresentado bons resultados, nomeadamente aqueles que entraram em funcionamento neste ano junto à Rua da Serenidade e na intersecção entre a Avenida do Coronel Mesquita e a Rua de Silva Mendes, acreditando que as autoridades podem lançarmais no futuro. Porém, salientou que as instalações de travessia diagonal dependem ainda da intersecção, circulação de peões e sentido de marcha.

      Em torno da ligação rodoviária entre as zonas A e B dos novos aterros urbanos, o responsável da DSAT indicou que as autoridades ainda estão a estudar a melhor solução entre a adopção de faixas de rodagem, ponte ou túnel. Frisou tambémque o teleférico que se refere no texto de planeamento geral serve meramente como uma instalação auxiliar de passagem para peões e a sua proposta foi feita para uma troca de ideias na comunidade. Tendo em conta que mais de 100 mil habitantes podem residir na zona A conforme o planeado, e enquanto existirem várias passagens superiores pedonais e viadutos situados a norte da zona, falta ainda uma instalação de ligação para trânsito de peões. O governante realçou que o Executivo abre espaço a opiniões públicas, mas que o plano só vai ser executado “se valer a pena”.

      PONTO FINAL