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      Caso de tripulante infectado não impôs alto risco de infecção em Macau, dizem Serviços de Saúde

      A avaliação preliminar dos Serviços de Saúde afirmou que o risco de infecção na comunidade sobre o caso detectado na quarta-feira “não é elevado”, dado que cerca de 80 mil cidadãos das zonas-alvo, bem como os contactos próximos do caso, já se submeteram a testes de ácido nucleico e todos tiveram resultado negativo. As autoridades estão a investigar a fonte de infecção do tripulante, e a Polícia Judiciária está a tentar apurar se houve violação das regras antiepidémicas do pessoal do cargueiro.

       

      Apesar de se ter registado na quarta-feira um caso positivo de Covid-19 envolvendo um residente tripulante de navios de Hong Kong e Macau, de 73 anos, e dois casos importados de Macau a Zhuhai, os Serviços de Saúde asseguraram ontem que o risco de transmissão de vírus na comunidade local é baixo.

      A detecção do caso levou ontem à realização de duas rondas de testes de ácido nucleico em zonas-chave onde o infectado reside e trabalha, nomeadamente nas imediações da Praça de Ponte de Horta e do Porto Interior. De acordo com a chefe substituta da Divisão de Promoções de Saúde dos Serviços de Saúde, Wong Weng Man, cerca de 80 mil pessoas nestas zonas submeteram-se a testagem até às 16h de ontem, e todos deram resultados negativos.

      “O doente deu resultado positivo na terça-feira, os testes anteriores deram sempre negativos, e todas as pessoas de contacto próximo testaram negativo, pelo que a avaliação preliminar indicou que o risco de contaminação não é elevado”, afirmou.

      De acordo com as autoridades, a variante da infecção do caso em questão é a BA.2, que é comum em Hong Kong. A responsável salientou que os Serviços de Saúde estão a apurar a fonte de infecção do caso, ressalvando que o pessoal do cargueiro está actualmente isento à gestão de circuito fechado, mas é obrigado a cumprir rigorosamente as regras antiepidémicas, incluindo não poder desembarcar em Hong Kong, ter de usar máscaras KN95 no cais de Hong Kong e realizar testes diários.

      A chefe da divisão revelou que a Polícia Judiciária está a investigar se o tripulante violou as referidas regras, alertando que caso haja violação, a isenção do circuito fechado será imediatamente suspensa.

      Foram registados desde o início desta semana dois casos positivos em Zhuhai de trabalhadores não-residentes de Macau. Na habitual conferência de imprensa, as autoridades revelaram que os dois infectados são um casal. Wong Weng Man disse que a variante da infecção do homem é a BA.5.2, “o que é diferente à variante verificada no surto anterior na RAEM, pelo que estamos a investigar a fonte da transmissão”.

      Dado que os moradores das zonas-alvo relativas à infecção do casal já realizaram testes de ácido nucleico, a responsável acredita que o risco causado pelo casal à comunidade “já foi excluído”.

      Relativamente à situação em que o material de desinfecção do Aeroporto de Macau terá danificado várias peças de roupas que estavam dentro das malas dos passageiros, como noticiou ontem o PONTO FINAL, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) reiterou que não recebeu qualquer pedido de informação ou de ajuda por parte dos passageiros afectados, tal como o organismo já tinha revelado na quarta-feira a este jornal.

      Entretanto, “para estes casos, os passageiros devem solicitar informações aos departamentos e entidades competentes, como a Autoridade de Aviação Civil e a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau”, frisou Lau Fong Chi, acreditando que o procedimento de desinfecção no Aeroporto de Macau está a ser implementado de acordo com as orientações de prevenção epidémica.

       

      PONTO FINAL