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      InícioSociedadeRecurso a serviços governamentais através da Internet aumentou 237,2% em cinco anos

      Recurso a serviços governamentais através da Internet aumentou 237,2% em cinco anos

      Em Macau, 97,3% dos agregados familiares têm acesso à Internet, indicou um inquérito da DSEC, relevando ainda que há cada vez mais crianças e idosos a recorrer a pagamentos móveis. Outra nova tendência dos utilizadores do território é o recurso a serviços governamentais electrónicos, num aumento de 237,2% entre 2009 e 2023. 

       

      A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) acaba de revelar os resultados do último “Inquérito à Utilização da Tecnologia Informática dos Agregados Familiares” realizado em 2023 a todas as fracções habitacionais da cidade à excepção de dormitórios escolares e lares de idosos. O inquérito revelou que em Macau praticamente a totalidade (97,3%) dos 204.400 agregados familiares têm acesso à Internet, e fazem-no cada vez mais através da rede móvel, num aumento de 0,9 pontos percentuais face a 2022.

      Também em um ano aumentaram o número de indivíduos utilizadores de Internet, com um acréscimo de 4,7% e mais 26.700 pessoas a recorrerem a estas tecnologias. Quanto à taxa de penetração, em 2023 esta não só aumentou em termos globais (+ 2,8 %), como também em grupos específicos: o número de crianças entre os 2 e 14 anos a utilizar a Internet aumentou 7,4 pontos percentuais, assim como também aumento o número de idosos, em 5,7 pontos percentuais. De notar que em relação aos dados de 2019, houve um aumento de 27,1 pontos percentuais no número de idosos que utilizam a Internet, algo que “reflecte que a tecnologia informática tem continuado a integrar-se na vida dos idosos”, comentou a DSEC no seu comunicado.

      A grande maioria dos utilizadores usa a Internet para comunicar ou ter acesso às redes sociais (596.300, + 4,8%), mas também é de assinalar o aumento significativo de utilizadores de Internet que o fazem para efeitos de acesso a serviços governamentais electrónicos. À excepção da opção “solicitar códigos de saúde”, que foi exaustivamente utilizada durante a pandemia, o uso de serviços online do Governo aumentou 22% em um ano, com 279.500 pessoas a recorrerem a estes serviços em 2023.

      Quando comparado o uso actual com o de há cinco anos, a diferença ainda é mais marcante: entre 2019 e 2023 esta percentagem subiu 237,2%, já que na altura apenas 82.900 pessoas usavam estes serviços. De todos os serviços governamentais disponíveis, os mais comummente utilizados são os de consulta de informações pessoais (172.700 pessoas) e obtenção de informações públicas através das páginas ou aplicações dos serviços públicos (164.100 pessoas), com 99.700 pessoas a efectuarem pagamentos através destas plataformas. Só em um ano, o uso destas opções aumentou 80,3%, 68,5% e 22,2%, respectivamente, revelou ainda a DSEC.

      Outro dado notável encontrado através do inquérito foi o da quantidade de crianças entre os 3 e 14 anos que fazem pagamentos móveis: em 2023 houve 15.900 crianças a efectuarem pagamentos através da Internet, numa subida drástica de mais 137,3% em relação a 2022. Os idosos, por seu turno, também passaram a recorrer mais a esta opção de pagamento, com 36.700 pessoas com idade superior ou igual a 65 anos a fazer subir a percentagem anual em 61,7%.

      De resto, no geral, o recurso a modalidades de pagamento como o MPay e outras plataformas bancárias virtuais e “e-carteiras” já está a tornar-se cada vez mais generalizado em Macau, comentou a DSEC, com o número de utilizadores destes serviços a ter aumentado 17,3% relativamente a 2022, e um total de 449.200 pessoas a incorporarem estas opções de pagamento no seu quotidiano.

      As compras online foram também outro dos focos do inquérito, com a alteração contínua nos hábitos de consumo dos residentes da RAEM a poder ser verificada através do aumento de 16,5% no número de pessoas a efectuarem compras de bens e serviços online (237.600).

      Quanto ao tipo de produtos adquiridos, cerca de 70% (167.500, +18,9%) comprou artigos de vestuário, calçado, malas, ou acessórios e cerca de metade (117.200, +9,3%) adquiriram alimentos e bebidas. Também as compras de “serviços de viagens” (26.800) ascenderam substancialmente, num aumento de 325,4% em um ano, e 8,9% face a 2019, percentagens que resultaram da recuperação das actividades turísticas do pós-pandemia, comentou a DSEC. De resto, em um ano a mediana da despesa de compras online, de 1.500 patacas, desceu 11,8%, com o quarto trimestre de 2023 a apresentar ainda outros dados marcantes como o das despesas feitas em serviços de viagem, em que a mediana foi de cinco mil patacas, num aumento de 150% face ao mesmo período de 2022, e de 11,1% relativamente a 2019.