Edição do dia

Quinta-feira, 23 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
25.8 ° C
25.9 °
24.9 °
89 %
3.1kmh
40 %
Qui
26 °
Sex
26 °
Sáb
26 °
Dom
28 °
Seg
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeAcadémicos aplaudem corredor especial com Hengqin apesar da pandemia  

      Académicos aplaudem corredor especial com Hengqin apesar da pandemia  

      Vários académicos asseveram que as restrições de passagem fronteiriça entre Macau e Hengqin durante o surto epidémico estão a dificultar a integração mútua e o desenvolvimento da Zona de Cooperação, elogiando o plano do Executivo sobre o estabelecimento de um corredor especial de passagem livre entre os dois locais. Consideraram ainda que a simplificação da circulação, independentemente do surto, vai ajudar a atrair mais residentes e ajudar no desenvolvimento da Ilha da Montanha.

       

      No que diz respeito à garantia dada pelo Chefe do Executivo na terça-feira sobre o possível estabelecimento de um corredor especial entre Macau e Hengqin, vários académicos de Macau aplaudiram a medida, considerando que a passagem fronteiriça livre com a Ilha da Montanha, mesmo durante o surto pandémico, é indispensável para a promoção de desenvolvimento e a integração entre os dois locais, aumentando assim a atracção pela Zona de Cooperação para os residentes de Macau.

      “Foi anunciada no ano passado a promulgação da Zona da Cooperação Aprofundada em Hengqin, incluindo os mecanismos de negociação, desenvolvimento conjunto e gestão conjunta, continuando a cooperação estreita. No entanto, assim que haja um surto epidémico, quer no território quer em Hengqin, a fronteira será fechada de imediato e sem espaço de negociação, e isso dificulta o desenvolvimento das duas partes, tornando-se num obstáculo para os cidadãos de Macau se desenvolverem ali”, começou por salientar o pró-reitor da Universidade da Cidade de Macau, Ip Kuai Peng, em declarações ao jornal Exmoo.

      O também director do Centro de Pesquisa para Desenvolvimento Social e Económico de Macau, da mesma instituição de ensino superior, considerou que a ideia de criar um corredor especial de passagem popular é “um grande avanço”, dado que o Governo está a absorver as experiências do passado para melhorar as políticas, recordando ainda que foi inaugurada uma via verde no final de Julho dedicada aos funcionários públicos de Macau que exercem funções em Hengqin.

      Recorde-se que, na reunião da Assembleia Legislativa da passada terça-feira, o Chefe do Executivo afirmou que o Governo está a negociar com o interior da China um corredor especial de passagem livre com Hengqin. “Esta é uma medida que tem de ser bilateral”, destacou Ho Iat Seng. Por outras palavras, mesmo que haja um surto em Macau ou na Ilha da Montanha, a passagem fronteiriça continuará a ser permitida, e sem cumprimento de observação médica obrigatória.

      Apontando neste caso que a actual situação pandémica é o maior factor de incerteza para a circulação e intercâmbio entre a RAEM e Hengqin, Ip Kuai Peng advertiu que Macau também correrá riscos se houverem surtos na zona de cooperação. “O posicionamento de Macau é claro, tem de seguir a política de zero casos, uma vez que o seu sistema económico mostra dependência do Continente, e as duas partes precisam de manter um elevado grau de integração”, sublinhou.

      “A RAEM tem diferentes medidas de controlo para as áreas de baixo, médio e alto risco, a política de passagem fronteiriça entre Macau e Hengqin não pode ser cortada totalmente durante a pandemia”, sublinhou. O académico referiu ainda que apenas com a simplificação de circulação será aumentado o grau de atracção pela Zona de Cooperação pelos residentes.

      Já Chan Kin Sun, professor do Departamento da Administração Pública da Universidade de Macau, enfatizou que “a vontade de residentes de Macau em ir a Hengqin é muito baixa, uma vez que existem muitas lacunas no sistema da Zona de Cooperação e há bastante espaço para melhorias”.

      “Concordo que o corredor especial vai reforçar efectivamente os intercâmbios entre Hengqin e Macau, promovendo o desenvolvimento económico mútuo”, disse. Além disso, Chan Kin Sun sugeriu que o Governo possa estudar paralelamente a criação de um corredor especial entre Hengqin e a Universidade de Macau, sendo que a instituição tem agora contactos e colaboração próximos com Hengqin e Zhuhai, e muito pessoal do campus tem a necessidade de se deslocar frequentemente entre os dois locais.

      Na observação de Henry Lei, o movimento das pessoas é a base do desenvolvimento da Zona de Cooperação. O professor do Departamento de Finanças e Economia Empresarial, citado pelo Jornal Ou Mun, destacou que Macau tem promovido a carreiras dos residentes em Hengqin e, ao abrigo da política actual, a direcção de diversificação adequada da economia de Macau deve aproveitar os recursos terrestres da Ilha da Montanha. “Caso continuaremos a adoptar o modo actual da passagem fronteiriça, haverá inevitavelmente muitos constrangimentos. A uniformização de padrões antiepidémicos é semelhante com o conceito de bolha de viagem. É preciso ultrapassar as restrições da pandemia, só assim poderá ser concretizada a integração”, apontou.

       

      PONTO FINAL