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      “Se continuarmos a ter casos sem saber a fonte, os visitantes não têm coragem de vir a Macau”

      A recuperação económica de Macau está intimamente ligada ao regresso dos visitantes e o regresso dos visitantes está intimamente ligado ao número de casos de Covid-19 diagnosticados no território. A ideia foi deixada ontem na Assembleia Legislativa (AL) pelo Chefe do Executivo, que assinalou que, após o último surto, o Governo já está a trabalhar “arduamente” para atrair mais turistas. Ho Iat Seng lembrou, no entanto, que a flexibilização das fronteiras está dependente do Governo Central. Para já, o Executivo está a negociar com Pequim a criação de um corredor especial para a passagem entre Macau e Hengqin, adiantou o Chefe do Executivo.

       

      Macau está a enfrentar “dificuldades e desafios” na economia, admitiu ontem o Chefe do Executivo. A recuperação está dependente da chegada de mais visitantes, que está dependente do número de casos de Covid-19 em Macau, notou Ho Iat Seng. “Sabemos que temos de estabilizar os cidadãos e a recuperação económica está relacionada com isso. Mas se continuarmos a ter casos sem saber a fonte, os visitantes não têm coragem de vir a Macau”, afirmou ontem na sessão plenária da Assembleia Legislativa (AL).

      Ho Iat Seng salientou que o Governo está a “lutar” para voltar a receber excursões do interior da China. “Queremos ter mais turistas”, disse, lamentando que “nesta fase, todos [os turistas] têm medo de visitar outras cidades”.

      O Chefe do Executivo frisou que, desde 3 de Agosto – data em que o continente deixou de considerar Macau como uma região de risco – os Serviços de Turismo têm estado a promover Macau como uma cidade segura e a organizar actividades no continente para atrair visitantes à região.

      “O essencial é haver excursões, porque mesmo com visto individual é difícil atrair turistas. É melhor haver excursões. Vamos lutar para criar mais excursões”, frisou o Chefe do Executivo em resposta à deputada Song Pek Kei, que alertou para as dificuldades do território devido à falta de visitantes.

      Durante o debate, Ho Iat Seng notou que “a epidemia é uma incógnita, porque pode aparecer de repente”. O Chefe do Executivo lembrou que Macau não tinha registado qualquer surto até ao passado dia 18 de Junho. “Voltámos ao ponto de partida”, lamentou. A partir do início de Agosto, as autoridades recomeçaram os trabalhos para atrair mais turistas, sublinhou.

      Questionado por Wang Sai Man sobre a política nas fronteiras, Ho Iat Seng começou por assinalar que as medidas de Macau têm de estar em consonância com as do interior da China. Ho Iat Seng indicou que gostava que todos os turistas, “independentemente da sua nacionalidade”, entrassem na região sem terem de fazer quarentena, no entanto, “isto não condiz com a política do interior da China”, referiu.

      No hemiciclo, Ho Iat Seng adiantou que o Governo de Macau está a negociar com o continente um corredor especial de passagem livre com Hengqin. “Esta é uma medida que tem de ser bilateral”, sublinhou. Actualmente, há 29 funcionários públicos de Macau que exercem funções na Ilha da Montanha para quem a sua passagem fronteiriça já foi simplificada. “Neste momento estamos a trabalhar para ter mais facilidades”, reforçou.

      Ho Iat Seng recordou que no passado domingo se registou um caso em Zhuhai com ligação a Macau, sendo delimitadas algumas zonas-alvo do território. Apesar dos trabalhos, não foi encontrada a origem deste caso, tal como não tinha sido encontrada a fonte do último surto. Tal como já tinha dito anteriormente, o Chefe do Executivo referiu que não havia registo da variante do surto de Macau, BA.5, no interior da China.

      O Chefe do Executivo admitiu que esta variante não é grave e que são raros os casos em que os pacientes necessitam de apoio do ventilador ou de cuidados intensivos. A maioria não tem sintomas. Ainda assim, Ho diz que “não podemos ignorar a BA.5”.

       

      PONTO FINAL