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      Início Sociedade Talento é o âmago da transformação digital

      Talento é o âmago da transformação digital

      A transformação digital permite-nos solucionar diferentes problemas de forma inteligente. Num evento académico realizado ontem, Lionel Ni, reitor fundador da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (Guangzhou), defendeu que, parente um mundo pós-Covid-19, a transformação digital diz mais respeito a “talento” do que a tecnologia.

       

      Apesar da presença de décadas da tecnologia para a execução de reuniões à distância e para o processamento de documentos, informação e correspondência, a pressão causada pela pandemia acelerou a revolução digital a que estávamos a assistir, fazendo com que acontecesse em poucas semanas uma transformação que, em condições normais, levaria provavelmente mais do que uma década.

      Numa palestra organizada ontem pela Universidade de Macau intitulada “Digital Transformation of Post-Covid Word: Education for Scientific Innovation”, Lionel Ni, reitor fundador da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (Guangzhou) (HKUST(GZ)), destacou que o cultivo de talentos e a capacitação de quadros técnico-profissionais qualificados são as partes mais relevantes no que toca à transformação digital.

      Para o académico especializado em engenharia eléctrica e computação, a transformação digital não é apenas o processo de conversão de documentos físicos de formato analógico para digital, nem a utilização de ferramentas digitalizadas para simplificação e eficiência. “A transformação digital é uma mudança associada à aplicação da tecnologia digital em todos os aspectos da sociedade humana, mudando a forma como as empresas operam, a forma como capturamos informações relevantes, interacções com os clientes e previsões das mudanças do mercado, facilitadas pela adopção da tecnologia”, salientou.

      Face a um mundo pós-Covid-19, o antigo vice-reitor da HKUST sublinhou que a transformação digital diz mais respeito a “talento” do que a tecnologia. “Em transformação digital, a tecnologia é aplicada para criar valor para negócio”, frisou o académico, referindo que “os melhores desempenhos numa transformação digital dinamizada são mais propensos a se envolverem tanto em digital como em negócios na produção de tecnologia”.

      “A capacitação de quadros técnico-profissionais prevalece sobre a tecnologia”, realçou o professor catedrático, defendendo que, “para dinamizar uma transformação digital de sucesso, precisamos de talentos com uma mentalidade aberta e integral que possam juntar todas as peças, integrando tecnologia, produto, dados, processos e experiências do cliente em todo o ambiente”.

      Relativamente aos talentos para o futuro digital, Lionel Ni considera que, além dos conhecimentos disciplinares e multidisciplinares, também é relevante os quadros técnico-profissionais terem uma visão de negócios para compreender o contexto empresarial como especialidade.

      Observou ainda que os candidatos que mostram boas habilidades em proficiência digital, pensamento de múltiplos aspectos e aplicação do conhecimento vão ser mais competitivos numa Era digital. O professor catedrático reiterou que é fundamental consciencializar a importância da competência transversal no processo académico e na aprendizagem ao longo da vida. Compaixão, pensamento sistemático e resolução de problemas, capacidades de comunicação e trabalho em equipa, adequação rápida e aprendizagem contínua, são grandes mais-valias num mundo cada vez mais digitalizado, concluiu.

       

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