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      Passagem fronteiriça entre Macau e Zhuhai limitada

      As autoridades de Zhuhai impuseram limitações na passagem fronteiriça com Macau. A partir de hoje, cada pessoa só poderá sair e entrar uma vez por dia. A medida vale para todos os postos fronteiriços. As autoridades de saúde indicaram ontem que não se verificaram mais casos positivos no território após Zhuhai ter detectado uma infecção num trabalhador que circulava habitualmente entre o interior da China e Macau.

       

      A partir de hoje – e durante um mês – a passagem fronteiriça entre Zhuhai e Macau está limitada. Por decisão da cidade do interior da China, os indivíduos que atravessem a fronteira entre Macau e Zhuhai estão limitados a apenas uma entrada e saída por dia em todos os postos fronteiriços.

      Os condutores de veículos de mercadorias, os alunos transfronteiriços e pais acompanhantes, funcionários públicos dos serviços de emergência, o pessoal dos serviços de urgência médica e o pessoal de centros funerários responsáveis pela transladação e recepção de restos mortais estão excluídos desta regra. Estas pessoas isentas da norma terão de fazer a passagem através do posto fronteiriço de Hengqin

      De resto, os cidadãos que pretendem passar as fronteiras mais do que uma vez por dia podem apresentar um pedido ao Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), que vai então passar o pedido às autoridades de Zhuhai e vai depois passar a informação das autoridades da cidade vizinha ao interessado.

      Ontem, as autoridades também informaram que não se registaram novos casos, no âmbito dos testes de ácido nucleico destinados aos indivíduos das zonas-alvo na Taipa e na zona Norte da cidade devido ao caso detectado em Zhuhai relativo a um trabalhador não residente que circulava entre as duas cidades.

      No seguimento da detecção deste caso, as autoridades também exigiram que domingo e segunda-feira todos os cidadãos fizessem testes rápidos de antigénio. Leong Iek Hou assinalou ontem que no domingo apenas 510 mil pessoas fizeram os testes e carregaram os resultados na plataforma, havendo ainda 90 mil por fazer. Essas pessoas ficaram com o código de saúde amarelo. Até ontem à tarde, tinham feito o teste de antigénio 462 mil pessoas, adiantou a chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde.

      Zhuhai considera que o caso do trabalhador não residente que testou positivo é importado de Macau. Dado que não há casos na comunidade em Macau há mais de duas semanas e que não se registaram mais casos após a detecção deste, as autoridades foram questionadas sobre se concordam com as autoridades do interior da China em como o caso é proveniente de Macau. Na resposta, Leong Iek Hou disse apenas que é preciso analisar mais dados para determinar a origem deste caso.

      Leong Iek Hou também comentou as longas horas de espera a que todos os cidadãos que chegam do estrangeiro têm de se sujeitar antes de entrarem nos quartos de quarentena. A responsável admitiu que não é uma situação “ideal” e que serão revistos alguns procedimentos para minimizar o tempo de espera.

      No entanto, a médica descartou a hipótese de permitir que quem chega do estrangeiro espere pelos resultados dos testes nos quartos de hotel em vez de no Pac On. “Se essas pessoas forem transportadas podem transportar o vírus para os hotéis”, afirmou, acrescentando que “esta é a melhor forma de controlar o risco de infecção”.

      “Sabemos que as pessoas, quando voltam, esperaram muito tempo quando vão para o Pac On. Se tiverem de esperar menos tempo melhor, estamos a optimizar procedimentos para ver em que etapa é que é possível reduzir tempo de espera”, reiterou a médica.

      Hong Kong anunciou ontem que vai reduzir as quarentenas para quem vem do estrangeiro, passando agora para três dias em hotel. Leong Iek Hou frisou que Macau e Hong Kong mantém a comunicação e salientou que as duas regiões nunca fecharam fronteiras entre si. Recorde-se que actualmente quem vai de Macau para Hong Kong não tem de fazer quarentena, quem faz a viagem em sentido contrário tem de ficar sete dias num hotel de observação médica em Macau. “As pessoas que têm necessidade de vir a Macau só precisam de cumprir essa medida e podem livremente entrar”, referiu a médica.

      Leong Iek Hou fechou a porta a uma isenção de quarentena para quem vem de Hong Kong e disse que só quando o interior da China flexibilizar as quarentenas para quem chega da RAEHK é que Macau poderá implementar medidas semelhantes.

      A conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus não se vai realizar hoje nem amanhã, regressando na quinta-feira.

       

      PONTO FINAL