Numa interpelação escrita enviada à Assembleia Legislativa, o deputado Ma Io Fong mostrou-se preocupado com os recursos disponibilizados para crianças com atraso no desenvolvimento e pede optimização dos serviços de tratamento precoce para os mais necessitados.
Citando dados estatísticos locais e de estudos internacionais, o deputado ligado à Associação Geral das Mulheres duvidou que se tivessem registado casos de crianças com atraso no desenvolvimento no território devido a uma eventual deficiência no actual mecanismo de identificação e avaliação.
“Segundo a Base de Dados das Crianças de Macau, o número de alunos abrangidos passou de 90, no ano lectivo de 2000/2001, a 2.031, em 2020/2021. De acordo com as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de incidência de crianças com atraso no desenvolvimento é de 6 a 8 por cento. Calculando com base no número médio de 6.500 recém-nascidos nos últimos 10 anos, e com referência à percentagem atrás sugerida pela OMS, o número de novos casos em Macau deveria ser de 400 a 500 por ano, o que é um pouco diferente do número do aumento de estudantes do ensino especial divulgado pelo Governo”, ressalvou. O deputado pede assim às autoridades que divulguem o progresso do último programa-piloto de rastreio das creches realizado no quarto trimestre do ano passado para o público saber da situação e número actualizado de crianças necessitadas.
Além disso, Ma Io Fong lamentou também a carência de terapeutas qualificados em Macau. Segundo o deputado, apesar dos Serviços de Saúde terem lançado programas subsidiários para profissionais dessa área, devido à pandemia, a RAEM está a enfrentar uma prestação instável de serviços de tratamento precoce. Nesse sentido, o deputado questionou as autoridades sobre, com base nos progressos actuais na formação de terapeutas especialistas em tratamento precoce, quanto tempo demorará para a procura desse pessoal atingir valores satisfatórios.
C.C.











